09 de julho de 2026
Internacional

Soldados dos EUA mortos chegam a 96 em outubro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Mais cinco soldados americanos morreram no Iraque devido a ferimentos sofridos em uma “ação hostil’’ na Província de al Anbar (oeste), anunciou ontem o Exército americano. Com as novas mortes, o número de baixas dos EUA chega a 96 em outubro. Desde a invasão do país, em março de 2003, já são mais de 2.780 os militares dos EUA mortos.

Segundo um comunicado do comando militar americano, as cinco vítimas são um marinheiro e quatro fuzileiros. Eles morreram enquanto participavam de uma operação na província de al Anbar, considerada um reduto da insurgência árabe sunita.

As novas mortes ocorrem em um momento em que o líder americano, George W. Bush, enfrenta pressão para mudar sua estratégia no país. A menos de duas semanas das eleições legislativas de 7 de novembro, o Partido Republicano de Bush corre o risco de perder a maioria no Congresso devido ao descontentamento da opinião pública com a política no Iraque.

Apesar de pressão, Bush afirma que os EUA estão “comprometidos com o Iraque’’ até que “o trabalho termine’’. “Estamos pressionando os líderes iraquianos para tomar medidas e salvar seu país. A paciência dos EUA tem limite’’, declarou anteontem Bush.

Com 96 mortes, outubro marcou o recorde de baixas entre as tropas dos EUA em 12 meses. Em janeiro de 2005, 107 soldados americanos morreram no Iraque. O mês com maior número de mortes desde a invasão foi novembro de 2004, com 137 baixas.

Anteontem o premiê iraquiano, Nouri al Maliki, criticou uma ação militar de forças americanas e iraquianas realizada em Sadr City, bastião da milícia xiita. Segundo ele, o governo iraquiano não foi avisado da ação, que deixou quatro mortos.

Al Maliki também expressou descontentamento com a pressão americana para que o Iraque estabeleça um “cronograma’’ para a saída das tropas estrangeiras. Segundo ele, a tentativa de impor um cronograma “fere a soberania’’ do Iraque.

Com a violência sectária causando as mortes de cem pessoas por dia, autoridades americanas pressionam Al Maliki para que ele detenha a ação das milícias xiitas, que têm fortes laços com partidos políticos que fazem parte do governo iraquiano.

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Rumsfeld

Washington - Os Estados Unidos irão aumentar o apoio às forças iraquianas no Iraque, afirmou ontem o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, dizendo que dar fim à violência no país continua a ser um “enorme desafio” para os Estados Unidos.

Segundo Rumsfeld, a Defesa fez uma avaliação do progresso das forças iraquianas e “não está satisfeita”. “Nós pretendemos aumentar nosso orçamento, assim como suas capacidades para obter resultados com mais rapidez”, declarou.

De acordo com o secretário, é preciso parar de exigir um cronograma para o progresso no Iraque, já que é “difícil” prever quando os iraquianos poderão assumir o controle do país. Rumsfeld vem sendo duramente criticado devido à sua política impopular no conflito do Iraque.