A concretização da venda do prédio da estação ferroviária, no Centro de Bauru, e de terreno ao lado do pátio, acordada na Justiça do Trabalho entre o Grupo Marca e o Sindicato dos Ferroviários de Bauru, vai esperar mais 30 dias para o pagamento das primeiras parcelas, em um negócio que soma R$ 6,3 milhões. O pagamento ainda depende de acordo para o deslocamento dos trilhos na área do pátio ferroviário.
A informação é do responsável pelo projeto, Avelino Cortellini, representante do Grupo Marca. Segundo ele, o empreendedor, Edmundo Baracat, de Brasília (DF), pediu a extensão do prazo para conseguir concluir esta parte das negociações junto à America Latina Logística (ALL), holding que adquiriu a exploração do segmento no trecho que passa por Bauru. “Nós acertamos a utilização da área que hoje é ocupada por locação e falta definir com a ALL a situação dos trilhos. Como a holding assumiu agora o parque ferroviário, não teria sentido nós atropelarmos tudo, o que poderia prejudicar o projeto. Então agora vamos definir o deslocamento do trilho na área do pátio e iniciar os pagamentos conforme o combinado. Tudo isso está em petição que estamos encaminhando à Justiça do Trabalho. São 30 dias para essa definição e depois corremos com o projeto do shopping”, conta Cortellini.
O prazo para o pagamento da parcela negociada com o Sindicato dos Ferroviários, dono do prédio da estação em ação trabalhista homologada pela Justiça para pagamento de dívidas pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA), venceria amanhã. “Como ficou estabelecido no acordo, com esses 30 dias, o pagamento da parcela inicial dobra, indo para R$ 2,2 milhões, porque acumula o que já havia sido negociado e não concretizado agora só porque nós tivemos que correr atrás da liberação do empreendimento com essas pendências”, menciona Avelino.
Segundo ele, não há risco do negócio ser desfeito. Como contrapartida, o empreendedor vai aguardar a definição do acordo sobre utilização dos trilhos com a ALL e, em seguida, a publicação de decreto do prefeito Tuga Angerami (sem partido). O prefeito prometeu que publicaria decreto abrindo mão de utilizar o prédio da RFFSA para programa na área de educação, caso o negócio fosse confirmado. Ficou condicionado que isso só acontecerá após o pagamento da primeira parcela.
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O negócio
O negócio envolve a compra da estação ferroviária e de um terreno ao lado do prédio central para a instalação de um shopping temático no Centro da cidade, integrado ao Calçadão. O investimento é do empresário Edmundo Baracat, proprietário da rede de shopping Pátio Brasil, em Brasília (DF), em um total de R$ 80 milhões.
O Grupo Marca já conta com projeto executivo aprovado pelo empresário Edmundo Baracat para a instalação do projeto de um Centro de Entretenimento, Lazer e Cultura no local. No mês de maio deste ano, após reunião com o prefeito em Bauru, Baracat confirmou a aquisição do prédio e de uma área contígua de 17 mil metros quadrados, nas imediações da praça Machado de Mello.
Na última segunda-feira, o responsável pelo projeto, Avelino Cortellini, visitou as instalações para realizar a revisão do projeto com Massaro Tanizaki, da área de cálculos, o arquiteto Merval Rebelo, e o sócio do empreendimento, José Eduardo Ajub, genro de Edmundo Baracat. O grupo Fibra é o estruturador financeiro do negócio.