09 de julho de 2026
Política

Sinserm volta a atacar terceirização do lixo

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) retomou, ontem, as críticas ao que chama de programa de preparação para a Prefeitura de Bauru terceirizar os serviços de coleta de lixo e varrição de ruas. Neste momento, a entidade denuncia que a estrutura dos serviços continua sendo sucateada. Mas os sindicalistas consideram que o tema vai retornar ao Judiciário em função da intenção do governo.

Na avaliação do Sinserm, os serviços de coleta do lixo domiciliar estão sendo cumpridos, mas o setor conta com defasagem de estrutura operacional e de funcionários. “São 83 coletores atualmente e nenhuma contratação para repor o pessoal que foi demitido ou saiu. Ocorreram pelo menos 12 demissões, 20 estão afastados e a equipe de coletores saiu de quatro para três pessoas. Apesar disso, a cidade cresceu e a estrutura não acompanhou. Isso é pra sucatear, para preparar para a terceirização”, apontam as diretoras Idelma Corral, Sônia Carvalho e Eliane Koti, junto com demais membros do grupo.

Conforme a entidade, a administração não tem “vontade política de resolver o problema, investindo na estruturação, contratando e renovando aos poucos a frota antiga de caminhões”. Segundo os sindicalistas, os casos de ausência de coleta em alguns bairros é provocado pela queda de caminhões. “São 16 veículos, mas só 11 são adequados para a coleta. Quatro ainda saem para atuar com basculantes e os caminhões são pequenos. Tem um caminhão no aterro sanitário sem motor, um basculante parado e dois na oficina para consertar”, afirmam.

Segundo o sindicato, os coletores estão sobrecarregados. “Tem quatro coletores com marcapasso, tem coletor com pino no joelho e alguns afastados por problema de coluna. O problema é a falta de reposição dessa mão-de-obra. Se o prefeito aceita pagar o preço de mercado para a iniciativa privada pela tonelada do lixo, por que não paga esse valor para a Emdurb reestruturar o setor?”, indaga o advogado do sindicato Sandro Fernandes.

No serviço de varrição, a entidade também vê problemas de gerenciamento, com quadro escasso e dificuldades na cobertura da região central. “Tem 17 garis e dois são chefes. A cidade continua suja e não há investimento na área. Se o prefeito insistir em querer retomar a terceirização vai ter chumbo grosso e também vamos ao Judiciário, como a liminar já conquistada que impede a privatização do serviço”, finaliza Fernandes.

A direção do sindicato ainda reforça que a Prefeitura de Bauru não pode transferir serviços em função da coleta ser atividade-fim.