O velho ditado já diz: gosto não se discute. Aficionado pela aviação, o engenheiro e piloto Eckel Melchert de Campos gastou cerca de R$ 500,00 para ser o primeiro passageiro do primeiro vôo de passageiros que decolou do recém-inaugurado aeroporto de Bauru. Ele retornou no mesmo dia, já que não tinha nenhum compromisso marcado em São Paulo. O motivo: paixão pela aviação bauruense.
O engenheiro, que afirma viajar para São Paulo de avião há cerca de 30 anos, diz ter participado do primeiro e do último vôo de aviões modelo Focker-100 que decolaram do Aeroclube de Bauru. Além disso, coleciona bilhetes de viagens, somados, totalizam cerca de 8 mil horas de vôo.
“Na verdade eu não tinha o objetivo de ser o primeiro passageiro do vôo. Queria mesmo era estar na primeira decolagem do novo aeroporto, principalmente pelo prazer de participar de uma coisa nova”, confessa o amante da viação bauruense, que afirma ter despertado a paixão por aviões há cerca de 40 anos, quando acompanhou a construção da pista de pouso do Aeroclube, mesmo tendo apenas 4 anos, na época.
De lá para cá, fascinação por voar só aumentou. “Tenho cerca de 1.500 horas de vôo como piloto e mais umas 6.500 como passageiro”, revela o engenheiro, que relembra datas históricas. “No dia 7 de novembro de 199 participei da primeira decolagem do Focker-100 em Bauru e no dia 16 de maio de 2003 fui um dos passageiros do último vôo desse avião na nossa cidade”, relembra.
A viagem de estréia
Melchert planejou a viagem de estréia. Ele comprou o bilhete de ida para as 18h da última segunda-feira da empresa de transporte aéreo Air Minas, que opera no novo aeroporto, e o de volta para as 22h, com a Pantanal, que, opera no Aeroclube. “Sai de casa mais cedo deixei meu carro estacionado no aeroporto da zona sul e peguei um táxi para o novo aeroporto”. Segundo ele, o gasto foi de R$ 40,00.
A distância para chegar até o aeroporto estadual não agradou o engenheiro. “A escolha desse lugar, ao meu ver, foi errada. Você leva 30 minutos para sair de Bauru e chegar até o aeroporto novo. É quase o mesmo tempo que você gasta para voar até São Paulo”, afirma Melchert, que saiu de Bauru às 18h e às 18h45 já pisava no solo da Capital.
Outro “problema” encontrado durante a empreitada foi a distância e o deslocamento entre o aeroporto de Guarulhos, onde Melchert pousou, e o aeroporto de Congonhas, onde às 22h ele pegaria o vôo de volta. “Tem uma linha de ônibus executivo que sai de hora em hora, custa R$ 24,00, e em cerca de 1h te leva de um aeroporto até o outro”, conta o engenheiro-aviador, que fez algumas compras no shopping do aeroporto, aguardou até as 22h e, satisfeito, voltou para casa.