09 de julho de 2026
Nacional

Troca de ofensas marcou segundo turno no Paraná

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

,b>Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB), 65 anos, chega ao desfecho deste segundo turno com mais chance de vencer a eleição do que o adversário, o senador Osmar Dias (PDT), 54 anos, e exercer o poder no Paraná por 12 anos (não consecutivos).

As pesquisas do decorrer da semana que passou sinalizaram para a reeleição de Requião, mas com margem ainda apertada. Amigos que se reuniam em casa até pouco antes da formação das chapas que iriam à disputa deste ano pelo Palácio Iguaçu, Requião e Osmar encerram a campanha afirmando, de lado a lado, que o afastamento é um caminho sem volta.

A dupla protagonizou no horário eleitoral gratuito do segundo turno uma intensa troca de ofensas em que nem as famílias escaparam. O debate de quinta à noite na TV Paranaense resumiu o clima desse embate: os candidatos se atacando por quase duas horas seguidas.

Relegada ao segundo turno, a discussão de programas e projetos foi apenas pontual. Irmão do senador Alvaro Dias (PSDB), Osmar foi secretário da Agricultura do primeiro governo de Requião (1991-1994). Depois trabalharam juntos por oito anos no Senado. Em 2002, Requião dizia que seu candidato ao governo era Osmar, mas que se viu obrigado a disputar para derrotar Alvaro - com quem brigara na campanha de 1998.

Neste segundo turno, a propaganda de Osmar exibiu vídeo em que Requião é flagrado num bate-papo com integrantes da Casa Militar e diz que vai instalar um “criâme” de PMs na granja do Cangüiri, a residência oficial do governador. Em outro vídeo, Requião ameaça com “pau, polícia e cacete’’ um grupo de agentes penitenciários dispostos a greve.

A exposição das ligações do governo Requião com o policial assessor do Palácio Iguaçu Délcio Augusto Rasera, preso sob acusação de chefiar uma quadrilha de arapongas, abalou a campanha de Requião a ponto de obrigá-lo ao segundo turno. Por sua vez, a campanha de Requião sacou contra Osmar um boletim de ocorrência policial em que senador é acusado de, no passado, brigar com um homem em um hotel do Interior e mostrar a ele uma arma. Expôs prontuário médico de uma sobrinha sua para acusá-lo de “carteiraço” na fila de cirurgia de estômago no SUS.

Recuperou notícia de jornal em que Osmar é acusado de demitir grávida de nove meses quando era secretário. Foram usadas também contra Osmar a notícia de que o vice de sua chapa, Derli Donin (PP), responde a dez ações por suspeita de improbidade administrativa e licitação fraudulenta em Toledo (PR).