09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor 30-10-06


| Tempo de leitura: 4 min

Eleições sem fronteiras Com orgulho, o Brasil chegou a ultrapassar os países do primeiro mundo em termos de avanço tecnológico em informatização a ponto de noticiar para o mundo em menos de seis horas o resultado final da votação, capaz de confirmar com precisão de todos os candidatos eleitos. Orgulho maior e admiração quanto à capacidade intelectual dos entendedores brasileiros nessa área em informatização são as “urnas eletrônicas” instaladas em outras nações colocadas às disposições dos brasileiros que se encontram nos EUA, Japão, Austrália, Argentina, etc, para exercer a cidadania.

Entretanto, para a eleição desse ano, os eleitores que se encontram dentro do território nacional, mas fora do seu domicílio eleitoral, necessitaram ainda se deslocarem para a sua cidade ou justificar a sua ausência para o Tribunal Eleitoral. Acredito que para a próxima eleição o Tribunal Eleitoral, detentor de “record mundial” em “urna eletrônica”, esteja capacitada para que todos os brasileiros, onde quer que estejam, fora ou dentro do território nacional, possam exercer a cidadania, votando para o seu candidato preferido, seja para vereador, prefeito, deputado estadual, federal, senador e presidente da República. Utopia? Não. Vai ser possível. Afinal, a “urna eletrônica” demonstrou para o mundo que com a informatização não existem mais fronteiras. A distância que separa o cidadão do “domicílio eleitoral” não é mais motivo para “justificar” a falta de exercício da cidadania, quer esteja residindo em New York ou em Campinas. Indagação feita por Sérgio Tochiaki Sakai. (Shigueko Sakai)

Obrigado, senhor Damião

Na última quinta-feira, mais uma vez o senhor Damião, através do famoso “Fico”, demonstrou a sua noroestinidade absoluta e fez história. Sem dúvida que a sua carta de renúncia fez com que nos torcedores ficassemos apreensivos quanto ao futuro do Noroeste. Ninguém mais admite retrocesso quanto ao destino do Norusca de se consolidar como um grande clube do futebol paulista e brasileiro. Para isto é muito importante um maior aporte financeiro. E aí bem que poderia o empresariado de Bauru se sensibilizar e ajudar o clube que representa a cidade por esse Brasil afora.

Todo esse trabalho sério e competente de sua atual administração, comandada pelo senhor Damião Garcia, dá razões de sobra para que o empresariado possa apoiá-lo sem nenhuma dúvida. O futebol hoje em dia é uma atividade extremamente onerosa. As finanças do clube não podem ficar eternamente nas mãos de uma só pessoa. Tem que haver uma compreensão maior por parte daqueles que realmente podem fazer algo em favor do clube e se calam. Gostaria de ver um apoio maior do torcedor que ainda se omite em relação ao Noroeste. Já está mais do que na hora de apoiarmos o que é nosso. Quero deixar os meus parabéns à Oki, Flag, Prata, Jornal da Cidade, CPFL, Tilibra, que atualmente apóiam o clube. Espero que outros se espelhem no grande exemplo que eles estão dando. Saudações noroestinas a todos. Reynaldo Grillo - New Jersey - USA

A metáfora do abismo

A Emdurb afirma que não tem planos para construir na Rodoviária uma sala de espera. Construir? Nem precisa. Ela já está pronta. Vejam in loco. Confortável, toda fechada, envidraçada, protegida das intempéries. O escárnio, a provocação, a afronta, o inimaginável é a sua localização e o destino que lhe dão ou querem dar. Situa-se entre dois pequenos amontoados de cadeiras, aliás insuficientes para tantos que desejam esperar sentados. Uma sala moderna e confortável no meio do saguão, era o que faltava. Perfeito. Onde lugar mais adequado para uma sala de espera? E tem gente que tem a ousadia de querer dar a ela um outro destino. Pergunto: É só para realçar o contraste entre o conforto dos funcionários da Emdurb e o tratamento que nos dedicam? Entretanto, o que fica também realçado é o despudor de quem insiste em destinar a sala para outra finalidade. A sala nasceu vocacionada para ser sala de espera, nasceu para ser... da razão de ser do Terminal: os passageiros.

É como estar dentro de um carrão último tipo, blindado, e olhando zombeteiramente para as pessoas de uma kombi que só pega no tranco. Um acinte, aberração, como se pisassem na cabeça do Santo Povo. Sacrilégio. É como querer apagar a pincelada colorida de uma pintura acabada. Atentado à arte. Não estamos pedindo lago artificial para andarmos de pedalinho, ou um aquário gigante para nos distrairmos com centenas de espécimes de peixes. Não estamos pedindo sala de sex shop, de jogos eletrônicos ou uma sala com aparelhos de ginástica. Nem estamos pedindo sala de massagem com dez lindas garotas. Se bem que não é má idéia tudo isso, pois geralmente as viagens são desgastantes. Ou viajar de avião cansa mais? Por enquanto, queremos apenas e tão somente o básico: carrinhos de bagagem e sala de espera. Julio Diogo- RG 13.913.837-7 Bauru - SP