Kobe – Chegou a hora. A Seleção Brasileira feminina adulta de vôlei estréia no Campeonato Mundial contra Porto Rico, na madrugada desta terça-feira, às 2h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo. O jogo será disputado – assim como todos os demais confrontos do grupo C – em Kobe, no Japão. Completam a rodada nessa chave Holanda x Camarões, às 4h; e Estados Unidos x Cazaquistão, às 6h.
O Brasil luta pelo título inédito. A melhor colocação do país na competição foi o vice-campeonato, conquistado em São Paulo, em 94. Cuba ficou com o título.
Brasil e Porto Rico já se enfrentaram seis vezes na história e, em todas as ocasiões, em competições pan-americanas. Esta será a primeira vez que estarão frente a frente em um Campeonato Mundial. Até o momento, o Brasil leva vantagem. Foram cinco vitórias e apenas uma derrota, com 17 sets vencidos e apenas quatro perdidos.
Mas toda atenção é pouca. Neste ano, a Seleção Brasileira perdeu apenas duas vezes. E uma delas foi justamente para Porto Rico (a outra foi para a Alemanha, em treino durante a preparação para o Mundial).
A vitória da seleção caribenha foi na Copa Pan-Americana, em julho, na cidade de San Juan, em Porto Rico. As donas da casa venceram por 3 sets a 2. Mas o Brasil foi o campeão da competição.
O técnico José Roberto Guimarães pede atenção e muito foco desde o início da partida. “Porto Rico é um time que treinou bastante, tá despontando agora no cenário internacional, certinho, bem treinado. Na Copa Pan-Americana, fomos derrotados por esse time. É um time que defende bem, contra-ataca bem e tem jogadoras que já atuaram na Itália, na Espanha. Enfim, um time que precisamos ter um respeito grande, pois é formado por boas jogadoras, novas e altas”, analisa.
Sobre a Seleção Brasileira, o técnico é só elogios. “É um grupo que se dá muito bem junto. É uma equipe que se diverte, que se ajuda, que é muito homogênea. Acho que é uma tranqüilidade para o futuro do voleibol brasileiro. São jogadoras que gostam de treinar, são jogadoras que têm se dedicado muito e isso ajuda bastante”, diz.
Zé Roberto aponta Holanda, Estados Unidos, China e Rússia como os adversários mais difíceis, mas cita outras seleções que podem atrapalhar o Brasil. “É preciso ter cuidado com Alemanha, Arzerbaijão e República Dominicana. Se passarmos para as semifinais, acredito que Itália e Cuba estarão no nosso caminho, pois, pelo grupo que estão, certamente terão uma trajetória mais tranqüila”, explica Zé Roberto, sempre com os pés no chão.
“Vamos em busca de um título inédito, mas temos de continuar lúcidos, atentos. Disputaremos 11 jogos em duas semanas, temos um novo regulamento, no qual todas as seleções levarão os resultados obtidos para a segunda fase. Por isso, não podemos perder o foco. Como o primeiro critério de desempate é o ponto average (divisão dos pontos vencidos pelos pontos perdidos), é fundamental marcamos o máximo contra todos os adversários e lutarmos para perdermos o mínimo de pontos. Assim, poderemos passar em primeiro e ficaremos mais confortáveis na segunda fase”, avalia o treinador.
A capitã Fofão, jogadora mais experiente do grupo, está motivada, pois disputará pela terceira vez um Mundial adulto. “Esta competição será especial, meu primeiro Mundial como titular. As principais seleções virão mais fortes. Nós precisaremos jogar muito mais desde a primeira partida”, prevê a levantadora, de 36 anos.
Zé Roberto tem iniciado as partidas com a levantadora Fofão, a oposto Sheilla, as pontas Jaqueline e Mari, as meios-de-rede Wal e Fabiana e a líbero Fabi.