09 de julho de 2026
Internacional

Exército paquistanês mata 80 em escola

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Cabul - Quatro helicópteros paquistaneses destruíram com mísseis uma escola islâmica localizada junto à fronteira com o Afeganistão, matando entre 70 e 80 pessoas. O porta-voz do Exército local, general Shaukat Sultan, disse que todas as vítimas eram adultas e do sexo masculino, e que a escola funcionava como um campo de treinamento da Al-Qaeda. Mas o jornal britânico “The Guardian” relata que repórteres locais testemunharam a retirada dos escombros de corpos de “várias” crianças.

Um grupo de jornalistas estrangeiros foi impedido pelo Exército de se aproximar da área, localizada a 250 km da capital, Islamabad, e a apenas 3 km da fronteira afegã. No bombardeio à escola islâmica, ou “madraçal”, morreu seu dirigente, Maulvit Liaqut, historicamente ligado ao Taleban, grupo integrista islâmico que governou o Afeganistão até 2001 e que hospedava bases de treinamento da Al-Qaeda.

Os Estados Unidos pressionam com freqüência o ditador do Paquistão, general Pervez Musharraf, a destruir bases daquele grupo. Elas servem de plataformas para atacar forças da organização militar ocidental (Otan) no Afeganistão.

O partido Jamaat Islami qualificou o bombardeio de “brutal e bárbaro”, e um de seus dirigentes, Qazi Hussain Ahmed, disse que a ação foi coordenada por militares americanos. O general Sultan nega que seja verdade. O porta-voz da diplomacia paquistanesa, Tasnin Aslam, disse que o ataque não recebeu “pressão estrangeira”.