08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O aprendizado


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Já ultrapassando o limite de vida preconizado pela Organização Mundial de Saúde, mas ainda julgando-me com disposição e serventia por algum tempo a mais, se Deus assim o permitir, tornei-me membro efetivo da Academia Bauruense de Letras, ocupando a cadeira número 18.

A princípio hesitei em aceitar tão honroso convite, mas como negá-lo se feito por duas pessoas prestimosas e importantes em nossas vidas e que nos deram o privilégio de tê-los como íntimos e sinceros amigos. Essa dúvida de aceitar ou não a proposta sobre meu ingresso à Academia dar-lhes-ia margem para julgar-me antipático e presunçoso.

Na verdade, eu receava estar aquém de tamanha responsabilidade ao juntar-me a intelectuais, mestres nos manuseios das letras e rimas, autores de obras literárias de valor. Poesias, sonetos e trovas de seus autores, nos encantam apenas em ouvi-las ou ainda na voz um tanto rouca de timbres agradáveis, declamadas pelo senhor Munir Zalaf, presidente dessa entidade de cultura. A primeira reunião que eu pensava deixasse-me contrariado, transformou-se em uma noite de alegria, como se fora familiar, a ponto de desejá-la mais freqüente, transformou-se em alegre festança.

Minha madrinha, a acadêmica Orminda M. de Camargo, atua em Ministério e Pastorais do Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Faz parte de uma equipe do Programa Independente chamado de Terra de Santa Cruz, da rádio Bandeirantes.

Felisdeu Leão