08 de julho de 2026
Polícia

Professora aparta briga, é empurrada e quebra a perna

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Localizada num bairro nobre de Bauru, onde estudam crianças de 1.ª a 4.ª série do ensino fundamental, a Escola Estadual Silvério São João, situada na Vila Universitária, perdeu anteontem a aura de tranqüilidade. Ao apartar uma briga entre dois alunos com no máximo 12 anos, uma professora foi empurrada, caiu, quebrou a cabeça do fêmur e ontem foi submetida à cirurgia.

A família dela preferiu não comentar o assunto, que chocou colegas de trabalho e pais de aluno. Silencioso, o comentário apontava para a omissão da direção da escola em tomar as providências cabíveis. No entanto, de acordo com assistente técnico da Diretoria Regional de Ensino, Paulo Maximino, todas as medidas necessárias foram adotadas.

Os pais dos dois alunos envolvidos na briga foram chamados à escola. Uma das mães, não compareceu porque está hospitalizada. A outra decidiu transferir seu filho para outra escola, até porque mora em bairro distante. “Pela localização e pela idade das crianças não era para ter problema. Foi um acidente”, comenta Paulo.

De acordo com ele, os estudantes da 4ª série que se desentenderam não são alunos da professora ferida. Ela foi apartar a briga numa outra classe, em auxílio a uma colega. Ao interferir no bate-boca regado a socos, foi empurrada e caiu no chão. Ontem se recuperava bem da cirurgia. O caso surpreendeu o pai de Lucas Assis Mattiazzo Júnior, aluno matriculado na 1ª série.

“A escola sempre foi muito tranqüila. Eu e minha irmã estudamos lá. Minha mãe foi diretora por dez anos. Sempre vou nas reuniões e nunca ouvi falar de alunos com problema”, comenta Milton Mattiazzo Júnior. Para alguns pais, o caso está sendo tratado sob sigilo. Procurada, a diretoria da escola pediu que a reportagem recorresse à Diretoria de Ensino.

“Não é que a escola esteja escondendo o problema. A Secretaria do Estado da Educação baixou determinação de que eles (os diretores) não podem conceder entrevista”, conclui o assistente técnico. O caso chegou à Delegacia de Infância e Juventude (Diju).