08 de julho de 2026
Nacional

Ex-assessora nega denuncia

Folhapress
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Brasília - Primeira testemunha a ser ouvida no Conselho de Ética da Câmara no caso da máfia dos sanguessugas, a ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino negou ontem ter acusado parlamentares de receber propina do esquema. Ela afirmou que o depoimento prestado à Polícia Federal (PF) em 8 de maio foi mal interpretado.

A ex-assessora admitiu, entretanto, que durante o período em que trabalhou para a Planam, de 2004 a 2005, manteve contatos com parlamentares. Em depoimento à PF, após ter sido presa, ela teria afirmado que um terço da Câmara faria parte do “esquema”. Maria da Penha disse que o depoimento foi gravado e transcrito pelo delegado Tardelli Boaventura.

“Eu não li, assinei sem ler. Confiei na Justiça.” Ela afirmou que não foi coagida e que, no depoimento, estava presente o procurador Mário Lúcio Avelar. Segundo ela, a insistência para apontar nomes “foi grande”. “Eles pediam: “não tem ninguém do PT’?”, disse.