11 de julho de 2026
Internacional

Preso membro do consórcio brasileiro responsável por apuração no Equador

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Quito - Foi detido ontem em Quito o argentino Santiago Murray, do consórcio brasileiro E-Vote, que tumultuou as eleições no Equador ao não entregar os resultados no prazo previsto. Segundo o coronel Rodrigo Beltrán, da Polícia Judicial, a detenção ocorreu pela manhã, quando Murray deixava um hotel em direção a seu escritório. A prisão atendeu a uma decisão do juiz Jaime Santos, que investiga o E-vote por suposta fraude na eleição.

De acordo com Beltrán, a ordem prevê a detenção por 24 horas, com “fins investigativos” e para que Murray “dê sua versão sobre o caso”. À reportagem, Gilberto de Freitas, diretor financeiro das empresas Probank e Via Telecom, que compõem o consórcio, negou que Murray tenha sido detido nas circunstâncias descritas pela polícia, afirmando que ele prestava depoimento no Sétimo Juizado Civil, em Quito. Freitas disse ainda que Murray não é o representante legal do E-Vote no Equador, mas um consultor que presta serviços ao consórcio.

Segundo sua versão, Murray, ao comparecer ao juizado para depor, foi “surpreendido” com a acusação de que teria falsificado a assinatura do real representante legal do consórcio, o brasileiro Paulo Nakaya, no contrato assinado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) equatoriano e que Nakaya nunca esteve no país.

O E-vote foi contratado pelo TSE por US$ 5,2 milhões para realizar a apuração rápida das eleições de 15 de outubro, recebendo adiantado metade do valor. Mas o sistema de transmissão entrou em colapso já na noite do domingo de votação, com a apuração presidencial em cerca de 70%. Na manhã seguinte, o contrato foi cancelado pelo TSE.

A eleição será decidida em 26 de novembro, no segundo turno entre o empresário de direita Álvaro Noboa e o esquerdista Rafael Correa, que alega que houve fraude na apuração.