São Paulo - A noite de hoje tem tudo para ser de festa no Morumbi. Mais líder do que nunca, o São Paulo tem a grande chance de ficar mais perto do tetra com uma vitória sobre a desesperada Ponte Preta, às 20h30, e manter uma boa “gordura” para encarar com tranqüilidade o clássico contra o Santos, domingo, na Vila Belmiro.
O torcedor já não tem dúvidas de que o caneco é do São Paulo. Tanto que mais uma vez vai lotar o estádio, como cansou de fazer na Copa Libertadores e mostrou na recente goleada sobre o Juventude. A expectativa é que seja batido o recorde de público nesta temporada do futebol brasileiro, que pertence ao Atlético-MG (57.851 pagantes na Série B). Na última parcial, 46.396 bilhetes haviam sido vendidos antecipadamente.
“Não quero que a torcida me faça passar vergonha. A semana passada disse que o Atlético poderia colocar 57, 60 mil, que o São Paulo iria colocar mais. Se chegarmos a 58 mil já será recorde”, brincou o meia Souza.
Mas a empolgação do time pára por aí. A ordem do chefe Muricy Ramalho continua a mesma: pés no chão. Ele não quer ver nenhum jogador no mesmo entusiasmo das arquibancadas. Discurso que repete aos atletas depois de cada rodada. “Temos um elenco experiente e os jogadores sabem que a partida contra a Ponte Preta será complicada”, reforça o técnico.
Nem o fato de o adversário vir esfacelado depois de dispensar oito jogadores entusiasma o treinador do São Paulo. A péssima campanha da Ponte Preta longe de casa também não - somente duas vitórias em 15 jogos. “Não estou na Ponte Preta e tudo que eu falar vai ser palpite. Mas podem apostar que o jogo será ainda mais difícil. Os jogadores que ficaram tentarão mostrar serviço”, aposta Muricy.
“Na teoria, pode até ser fácil, mas na prática... Vamos enfrentar a Ponte com o mesmo espírito que mostramos contra Grêmio e Figueirense”, garante Souza.
Mesmo com uma ampla vantagem nas mãos - soma 63 pontos e até o início desta rodada tinha uma diferença de sete pontos para o seu perseguidor mais próximo, o Internacional -, Muricy disse que o time precisa trabalhar para manter o que ele definiu de “final gostoso” de campeonato.
“Está muito bom de trabalhar porque estamos com essa vantagem. O grupo está assimilando bem esse trabalho. Mas para esse quadro não mudar, temos de continuar vencendo”, afirmou o técnico são-paulino. Contra o time campineiro, a ordem é jogar no campo do adversário desde o início e definir a partida o mais rápido possível.
“A gente não se ilude. A Ponte Preta vai jogar fechadinha em seu campo, e o confronto vai ser complicado. Mas o trabalho no dia-a-dia é sério, e todo mundo sabe que no São Paulo a gente precisa provar a cada dia”, falou o treinador.
Muricy será obrigado mais uma vez a mexer no time. Josué suspenso pelo terceiro cartão amarelo, é desfalque certo. Mineiro também. Além de ainda se recuperar da torção no tornozelo direito, o volante está “pendurado”. Nova advertência o deixaria de fora da decisiva partida contra o Santos, no fim de semana. Para preservar o atleta tanto na parte física quanto na disciplinar, Muricy treinou ontem com Ramalho e André Dias, improvisado - Richarlyson, outra opção para a posição, perdeu pontos depois de chegar bastante atrasado.
Lá na frente, Aloísio está garantido. O atacante fez uma proteção reforçada no tornozelo esquerdo e participou normalmente do último treino coletivo.
Além de Mineiro, outros quatro titulares estão pendurados com dois cartões amarelos - Aloísio, Souza, Leandro e André Dias.