Istambul - Um tribunal em Istambul absolveu a arqueóloga Muazzes Ilmiye Cig, 92 anos, da acusação de insulto religioso. Ela afirmou em um de seus livros que o uso do véu - vetado em prédios públicos no país laico - é anterior ao islamismo.
Segundo Cig, a peça remonta a 5 mil anos, quando mulheres que iniciavam os homens no sexo a usavam para se diferenciar das outras. Este é apenas mais um entre dezenas de casos envolvendo restrições à liberdade de expressão no país, que pretende ingressar na União Européia e vem sendo continuamente criticado pelo bloco por processar quem se pronuncia contra a identidade turca.
No mais célebre, o réu foi o Nobel de Literatura deste ano, Orhan Pamuk. Na próxima semana, a UE divulgará um relatório sobre os progressos do país.