10 de julho de 2026
Geral

Em média, 8 são sepultados por dia

Da Redação
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Por dia, em média, são sepultadas oito pessoas nos quatro cemitérios municipais de Bauru – Saudade, São Benedito, Redentor, Cristo Rei – e dois particulares – Jardim do Ypê e Memorial Bauru, o cemitério vertical. Com o aumento no número de sepultamentos, que cresceu consideravelmente nos últimos 12 meses, o espaço nas necrópoles municipais está quase no fim. O Cemitério da Saudade, por exemplo, está lotado. Quem ainda não tem jazigo no local, só consegue vaga através de transferência do terreno, o que chega a custar R$ 7 mil.

Isso é possível porque, após três anos de um sepultamento, outra pessoa pode ser enterrada no mesmo local. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que administra os cemitérios municipais, informa que as transferências de jazigos de particulares para particulares estão suspensas. Porém, explica José Tavares, administrador do Cemitério da Saudade, é possível fazer uma declaração de uso do túmulo com firma reconhecida, ou seja, a família proprietária pode liberar o uso por tempo indeterminado do jazigo por terceiros.

Diante da lotação do Cemitério da Saudade, onde gostaria de ser enterrada, a aposentada Aparecida de Lourdes Mendes Arantes não vê outra alternativa a não ser adquirir um jazigo em necrópole particular. Ela conta que boa parte dos falecidos de sua família foi sepultada no Cemitério da Saudade, incluindo o marido e o filho. “Não sei se vai ser possível manter todos no mesmo lugar, até os corredores laterais foram ocupados por túmulos, não tem mais espaço”, lamenta.

Como o Saudade, o Cemitério São Benedito, que fica na Vila Falcão, só tem espaços em jazigos já existentes. Entre as necrópoles municipais, a opção com mais vaga atualmente é o Cristo Rei, localizado no Parque Roosevelt, conta Tavares. A estimativa da Emdurb é que haja espaço para sepultamentos por mais 10 anos.

Um lote nos cemitérios municipais que ainda têm vaga custa até R$ 860,00, dinheiro que é recolhido pela Emdurb. Porém, a empresa atende gratuitamente quem não pode pagar para sepultar um familiar. De acordo com uma lei municipal, a Emdurb tem de pagar aos mais carentes o básico para o funeral, o que inclui urna (caixão), transporte do corpo, certidão de óbito, preparação do corpo para cerimônia.

O corpo ocupa a cova por três anos. Depois deste período, os ossos são retirados para serem entregues à família ou colocados em sacos plásticos e passam a dividir o espaço com outro corpo. Já no caso de crianças de até 6 anos, o tempo de permanência na cova é menor, de 2 anos. “A familia que retirar a ossada após 2 ou 3 anos precisa de uma urna própria para o traslado. A urna custa em média R$120,00, e é vendida por funerárias. A outra opção é adquirir o lote“, explica Tavares.

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Particulares

Com a lotação de dois dos quatro cemitérios municipais de Bauru, aumenta a procura nas necrópoles particulares, inclusive de planos funerários para quem quer programar o sepultamento. Segundo a gerente administrativa do cemitério particular Jardim do Ypê, Élen Teixeira Gomes, os planos custam de R$ 2 mil a R$ 5 mil.

“O sistema é preventivo e evita dores de cabeça no futuro, porque a família pode pagar em até 84 meses e não se preocupar com estes detalhes num momento de tristeza”, explica.

Para aqueles que não podem pagar esta quantia, existe ainda a opção de alugar um túmulo, pagando em média R$ 30,00 por mês. Após 4 anos, o locatário pode comprar o lote e ter algumas parcelas abatidas do preço final. O Cemitério Jardim do Ypê, inaugurado em 1971, no Parque das Nações, em Bauru, já possui 8 mil corpos sepultados.