A Polícia Militar encontrou ontem pela manhã, no interior de um Passat, o lavrador Roberto Carlos Fernandes de Carvalho, 40 anos, acompanhado por um menino de 13 anos. No momento da abordagem, na quadra 3 da alameda das Glicinias, no Parque Vista Alegre, eles estavam dormindo dentro do veículo. Depois de questionado, o pré-adolescente contou que, durante a noite, o homem lhe pediu para tirar o shorts e esfregou o pênis em suas nádegas.
Negou, no entanto, que tivesse havido penetração ou sexo oral. Conforme o JC constatou, o acusado nega a versão. Ele foi preso por atentado violento ao pudor e seria encaminhado ontem à tarde à Cadeia Pública de Avaí. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no plantão da Polícia Civil, o menino, que mora em uma chácara, foi convidado a fazer um programa com Carvalho por R$ 50,00.
“A gente foge da cidade para fugir da criminalidade e acontece isso”, comenta com indignação o pai do garoto. Segundo relatou, anteontem, filho mais velho (dos três que tem), avisou a outro mais novo que iria dormir na casa de um amigo. Mas a família foi avisada pela polícia da ocorrência, depois que populares acionaram a PM. Eles desconfiaram do carro parado a noite toda no local.
“Ele queria dinheiro para ir à Expo. Eu disse que iria levá-lo de qualquer jeito, mas ele se antecipou”, comenta o pai. Ele reconhece que o filho é problemático. O garoto já veio a pé da chácara até Bauru. “Ele foi buscar tíner. Já passou pelo Conselho Tutelar, a gente já pensou até em internação. Não sei o que fazer”, desabafa. O genitor comenta que só para sair da chácara e chegar até a Rodovia Marechal Rondon, o menino precisa caminhar seis quilômetros.
Ontem pela manhã, o garoto passou por exame de corpo de delito. O crime de atentado violento ao pudor prevê pena de seis a dez anos de reclusão. Os nomes do garoto e do pai dele foram preservados para evitar constrangimentos à família e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).