10 de julho de 2026
Internacional

Morre, aos 82 anos, aclamado maestro suíço Silvio Varviso

Folhapress
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O maestro suíço Silvio Varviso, morreu na quarta-feira, aos 82 anos, na Bélgica. A causa da morte não foi divulgada. Ao longo de seis décadas de carreira, ele foi convidado para se apresentar à frente de algumas das principais óperas do mundo: Berlim (1958-61), Metropolitan (1962-83), Paris, Viena e Covent Garden (na Inglaterra).

Filho de um cantor, ele iniciou os estudos musicais no conservatório da cidade em que nasceu, Zurique. Às lições de piano e direção de orquestra, sucederam-se aulas em Viena. A estréia profissional foi em 1944, em Saint-Gall.

Pouco depois, filiou-se à Orquestra da Basiléia, onde fez carreira como assistente, primeiro regente e diretor musical. Em 1965, tornou-se o primeiro regente da Ópera de Estocolmo e, sete anos mais tarde, assumiu como diretor musical geral da Ópera de Stuttgart.

Em 1980, Varviso trocou a Alemanha pela França, onde comandou a Ópera de Paris. No início da década seguinte, ele foi nomeado primeiro regente convidado da Ópera dos Flandres, em Anvers, na Bélgica. Dentre as performances mais aclamadas de Varviso, figuram as interpretações de “La Bohème” e “Madame Butterfly”.

Ele também dirigiu apresentações do “Réquiem”, de Verdi, e da “Shérazade”, de Ravel. Varviso se despediu dos palcos em 19 de setembro deste ano, conduzindo a Ópera da Antuérpia numa produção da “Tosca”, de Puccini. Na instituição, era regente convidado desde 1991.