10 de julho de 2026
Polícia

Defesa Civil pedirá providências

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Após o desaparecimento do adolescente Igor de Souza no poço formado por água da chuva e de um ribeirão afluente do córrego da Grama, Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil em Bauru, disse que vai acionar a Secretaria Municipal de Obras para verificar a responsabilidade pela segurança do local. Ele acredita que a área possa pertencer à América Latina Logística, holding que administra a ferrovia em Bauru.

“O poço fica bem próximo da linha férrea, numa área que está abandonada”, comenta Brito, que lembra de um afogamento no mesmo local há mais de 10 anos. Na avaliação dele, para evitar acidentes será preciso canalizar a água da chuva para que não caia no poço e cercar a área para impedir a entrada de pessoas.

Brito ressalta que não sabia que o poço tornou-se lugar para brincadeiras de crianças e adolescentes da região. Ele aproveita para orientar a população a não entrar em poços, lagoas e lagoas porque há risco de afogamento principalmente porque esses locais geralmente têm, em seu leito, galhos e lixo.

Em Bauru, ele cita como perigosos para banho a lagoa da Quinta da Bela Olinda, os açudes do Sakai e o poço do Bosque do Parque União.

Após vários afogamentos, o poço foi cercado, mas de acordo com Brito, mesmo assim algumas pessoas entram no local. “Principalmente agora, quando o calor se intensifica, os pais precisam cuidar para que as crianças não entrem em lugares como a lagoa da Quinta da Bela Olinda. Na semana passada, a lagoa estava lotada, com três jet ski”, comenta.