09 de julho de 2026
Internacional

Tela do austríaco Gustave Klimt é a mais cara da história

Folhapress
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A tela “N.º 5, 1948”, do norte-americano Jackson Pollock, foi vendida por cerca de US$ 140 milhões, informou ontem o jornal “The New York Times”. Se confirmada, a cifra faz do quadro (de 1,2 por 2,5 metros) assinado pelo expressionista abstrato o mais caro da história.

Até então, os US$ 135 milhões pagos pelo “Retrato de Adèle Bloch-Bauer”, de Gustave Klimt, em junho passado, representavam o maior valor alcançado por uma pintura. A publicação norte-americana obteve a informação junto a especialistas do mundo artístico, que apontaram o investidor mexicano David Martinez como o comprador.

Procurado pela reportagem do “NYT”, ele não comentou a aquisição. Nos últimos anos, segundo o jornal, Martinez tem despontado como uma das figuras mais proeminentes das artes, arrematando obras de Mark Rothko, Willem de Kooning e outros. “Nº 5, 1948” era até então propriedade do magnata da indústria do entretenimento David Geffen.

A quantia obtida com a venda da tela se soma aos US$ 143,5 milhões obtidos por ele no mês passado, ao passar adiante quadros de Jasper Johns e de Kooning. Com o montante, especula-se que ele esteja se preparando para comprar o diário “Los Angeles Times”. No ranking dos mais caros agora encabeçado por “Nº 5, 1948”, o quadro “Garçon à la Pipe”, de Pablo Picasso, aparece na terceira posição.

O quarto lugar também é do artista espanhol: o retrato “Dora Maar au Chat”, arrematado por US$ 95,2 milhões em maio deste ano. Influenciado pela escola surrealista e pelos muralistas mexicanos, Pollock ganhou fama a partir do meio da década de 1940, ao usar instrumentos alternativos ao pincel no manuseio da tinta e abrir mão do princípio de composição, assinando trabalhos em que não era possível identificar pontos de ênfase.