09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor - 05-11-06


| Tempo de leitura: 22 min

E agora? O que esperar do presidente Lula?

Caro leitor, cara leitora, não se iluda: você e eu somos co-presidentes do Brasil, o Lula é constitucionalmente apenas o nosso fiel servidor do momento. Como co-presidentes do Brasil, quais são a sua e a minha responsabilidades? Eu proponho estes sete pontos:

1. Reduzir à metade o número de ministérios, numa grandiosa solenidade em que o pregão eletrônico de venda do AeroLula inaugure o Governo Eletrônico, com todas contas públicas permanentemente abertas a todos os brasileiros.

2. Fim imediato às, no mínimo, mentirocracia, companheirocracia, esquerdocracia, direitocracia, trabalhocracia, capitalocracia... e religiocracia.

3. Dar ao primeiro cosmonauta brasileiro, Marcos César Pontes, o Ministério da Ciência, que em sua gestão englobe, no mínimo, Ciência, Tecnologia, Promoção Humana, Educação, Cultura, Indústria... e Comércio.

4. Manter, fortalecer e descentralizar operacionalmente o Ministério das Cidades.

5. Uma reforma política que dê ao eleitor, em todos os níveis de governo, força efetiva para retirar sumariamente do poder quem foi eleito por ele e o está decepcionando.

6. No mínimo dois plebiscitos a partir do zero, um referente à Amazônia e outro à decisão sobre o modelo de TV digital para o Brasil.

7. Reforma judiciária que dê à Justiça Brasileira em geral a mesma efetividade que tem a atual Justiça Eleitoral.

Nilson Avante - jornalista

Evento nota 10

Gostaria de parabenizar a equipe organizadora do evento. Estou vindo sozinho do show de Gian & Giovani sem nenhum empurrão, cotovelada e sequer levei um típico pisão, isso mesmo, pisão no meu pé! Talvez seja porque não canto igual à dupla, né, logo ninguém ficou ao meu lado! A princípio estava com receio em ir, comprar o ingresso de última hora - que, diga-se de passagem, um valor simbólico - mas mudei de opinião, vou hoje (ontem - sábado) assistir ao Daniel também. Esperamos que seja como esta noite, maravilhosa, uma vez que a expectativa de público é maior. Abraço de uma multidão. PS: O Parque de Diversão é 10, tô tonto até agora; deve ser por isso que estou escrevendo!

André Perez - 20 anos - Bauru

As três vertentes da arte

A cultura e a erudição incluem conhecimentos das variadas e ecléticas vertentes da arte. A medicina e outras ciências têm especialidades, como a arte tem suas vertentes de manifestações artísticas.

Latino Coelho disse que a palavra é a mais nobre das manifestações da arte. Uma artista bauruense de renomada competência na sua arte, Sônia Gabrielli, talvez acreditando no que disse Latino Coelho, decidiu buscar a fusão da arte da palavra com a arte da pintura.

Assim foi que ela procurou pelo presidente Munir Zalaf, propondo que os acadêmicos seus comandados, da Academia Bauruense de Letras, lhes enviassem seus textos, em prosa ou verso, enfim, suas idéias e emoções traduzidas em palavras, como fonte de possíveis inspirações para os vários artistas de sua equipe de pintores, traduzi-las em cores e formas, outra nobre vertente da arte.

A idéia tão sedutora de reunir essas duas vertentes da arte, inspirou também as jovens e competentes bailarinas do corpo de baile da Secretaria de Cultura, agregando mais beleza e leveza ao espetáculo de alto nível artístico que as pessoas cultas e de bom gosto de Bauru, puderam assistir no dia primeiro de novembro, nas dependência do Teatro Municipal, em noite de gala.

A exposição dos quadros inspirados nas palavras dos acadêmicos vai continuar ainda e assim aqueles que não puderam ir ao evento de abertura, poderão apreciar as telas ali expostas e lamento que tenham perdido o bonito espetáculo das belas jovens bailarinas.

Iniciativas inteligentes e criativas como essa da artista Sônia Gabrielli trazem sempre uma gratificante alegria para quem gosta de beleza, de arte e de cultura.

Isolina Bresolin Vianna - ABLetras - cadeira 12

O homem pode tudo

É, parece que para a alegria do Lulla agora a sabedoria contaminou o povo brasileiro e elle se reelegeu. A senzaLLa venceu a casa grande, como disse um desvairado aqui nesse espaço, louco para lamber a barba rançosa e ditatorial de Fidel. O povo escolheu, como disse outro. Na escolha do “povo”, absolveram Barrabás e crucificaram Cristo... Mas não tem problema, já tivemos momentos tão ruins como esse, com menos abutres em volta, é verdade, mas vamos nos recuperar, nosso Brasil é maravilhoso, parece ser inesgotável a nossa fonte de esperança e isso nos leva sempre em frente, otimistas e fortes. Não precisamos mais trabalhar, não precisamos mais educar nossos filhos nem cobrar-lhes boas notas na escola, afinal, o Lulla tudo pode, tudo sabe, disse que fará um governo (?) muito melhor que já fez! Deus tenha piedade de nós.

Marco Labão - RG 8.219.543

Chuvas fortes, enchentes - e os dramas

Em uma cidade do Interior do Estado de São Paulo, Bauru, terra do astronauta Marcos Pontes, Edson Celulari e Pelé...o serviço de meteorologia anunciou chuvas fortes, com possíveis enchentes nas partes mais baixas da cidade. A partir daí, a Defesa Civil, comandada pelo Brito, e os meios de comunicação e entidades beneficentes - Consegs, ONGs, etc, organizaram um plano de fuga à população e animais domésticos.

Um senhor religioso se negou a abandonar a casa. Para todos que tentavam removê-lo repetia a mesma coisa: “Deus é grande! Ele está comigo.” No dia previsto, a chuva começou de madrugada. Um temporal. A Defesa Civil, com sirene ligada, insistiu que ele viesse, mas foi em vão. A essa altura, a água chegava aos degraus da porta. A fé do religioso a tudo ignorava. Por volta da hora do almoço, a água lhe atingia a cintura. Um bote do corpo de bombeiros tentou resgatá-lo, mas ele não aceitou. À noite um helicóptero lançou uma escada de cordas quando ele estava empoleirado no telhado. Ainda assim, recusou o socorro.

Horas mais tarde o homem morria afogado. Ao chegar ao céu, injuriado, reclamou: “Meu Deus, eu tive tanta fé, e o senhor não respondeu a minha oração!”

“Respondi, sim!”, disse-lhe Deus. “Quando você pediu que o salvasse, nas suas orações, enviei a Defesa Civil. Você não concordou. Mais tarde, os bombeiros. Você não aceitou. Até mandei um helicóptero. Mas, ainda assim, você não quis. Eu até pedi para um deputado federal de Bauru te convencer, mas não foi eleito nenhum dos 12 candidatos. Eu fui na Prefeitura de Bauru, e não fui recebido pelo prefeito. Deixei um bilhete para ele te salvar, mas até agora eu não obtive resposta.”

Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos.

Elias Brandão - RG 526516

Até quando ficaremos no esquecimento?

É com grande honra que parabenizo este Jornal pelo ótimo serviço prestado à comunidade de Bauru.

Sou jornalista e professor, profissões estas das quais me orgulho muito.

E tenho acompanhado os problemas que Bauru vem enfrentando nos últimos 15 anos, e posso perceber que a cada ano esta cidade tem se degradado a cada dia e isso tem me deixado, acredito que não só eu, mas a maioria das pessoas que ama essa cidade, tristes com cenas de abandono e pouco caso do poder público municipal.

Quero aqui citar algo que acompanhei neste jornal, na semana passada, quando um jovem caiu em um bueiro da av. Rosa Malandrino Mondelli, avenida essa que dá acesso ao bairro Mary Dota. Nesse dia estava passando de carro neste local e pude ver o descaso das nossas autoridades para com aquela região.

Na reportagem estava escrito que as tampas de bueiros teriam sido furtadas e que a prefeitura já estava providenciando a colocação dessas tampas novamente e que as lâmpadas de iluminação públicas que estavam queimadas seriam substituídas.

Quero lembrar às autoridades, que devem ter esquecido, que desde a inauguração da rotatória do Mary Dota o local nunca sequer teve um poste de iluminação, tanto na rotatória como na avenida Rosa Malandrino Mondelli, sentido centro-bairro, e no sentido bairro-centro, além de buracos no asfalto, há, sim, iluminação, mas como não poderia ser perfeito, com lâmpadas queimadas.

Será que esse problema seria real, caso essa rotatória e avenida fossem na zona sul? Merecemos atenção igual. Ou somos vítimas de preconceitos por morarmos na zona leste, será que o nosso dinheiro não tem o mesmo valor dos moradores e comerciantes da av. Getúlio Vargas e av. N. Sra. de Fátima, que possui uma ótima iluminação e um perfeito asfalto e asfalto novo.

Todos merecemos ser tratados da mesma maneira, pois também pagamos nossos impostos, e temos o direito de ir e vir e direito a iluminação, pois pagamos por isso.

Até quando, nós do Mary Dota, iremos ficar no esquecimento do poder público municipal? Será que na época de eleições nós, moradores, não votamos nesta cidade? Acredito que não, aliás, como não poderia ser diferente caímos no esquecimento das “nossas” autoridades. Enfim, enquanto isso, continuaremos no “escuro” até que eu ou você, cidadão, e pagador de impostos caia no buraco do descaso e no preconceito das “nossas” autoridades.

Alex Costa - RG 24.489.874-1

Silvério São João

Venho através desta coluna tentar desfazer um grande equívoco cometido por este jornal na edição de 31/10, contra a escola estadual Professor Silvério São João. Meu filho estuda desde a 1.ª série no Silvério e atualmente é aluno da 4.ª série desta escola, e foi na classe dele que ocorreu o incidente onde por infelicidade a professora caiu e fraturou o fêmur. Quem de nós, quando tinha seus dez ou onze anos, não brigou com algum colega? Todos nessa idade já tivemos nossos desentendimentos com os amigos, e depois de passada a briga a amizade era retomada. Pois foi exatamente isso que aconteceu, dois amigos se desentenderam e um deles sem querer esbarrou na professora quando esta tentava acalmá-los, ela caiu e fraturou o fêmur.

Meu filho estava lá, viu tudo e não gostou nada quando a reportagem no jornal que tratava os alunos como marginais. Sou professora, participo ativamente da dura realidade das escolas públicas de nossa cidade, sei da violência que se tornou constante nesse recinto onde deveria reinar o conhecimento. Mas devemos ser justos, se há uma escola em Bauru que deva ser excluída dessas estatísticas de violência é o Silvério. Quem participa ativamente da rotina desta escola se revoltou com a reportagem publicada neste jornal, que dava a entender que esta escola tão querida seria um antro de violência. O Silvério tem uma direção firme e coerente, e um corpo docente digno das melhores escolas particulares. Porque vocês não noticiam as coisas boas da escola, ou será que seus informantes são como abutres esperando as coisa ruins que acontecem.

Por que vocês não noticiaram que um aluno do Silvério ficou em primeiro lugar e conquistou uma bolsa de estudos no vestibulinho de uma das melhores escolas desta cidade, disputando com mais de 300 alunos de todas as escolas da cidade, sendo a maioria deles de escolas particulares? É, isso não interessa! Notícias boas, resultados de trabalhos bem feitos, realizados com dedicação e carinho não vendem jornal... O que vende jornal é só a tristeza e agonia das pessoas.

Ana Maria Fernandes Itajubá Baravieira - professora - RG 28.987.277-7

Nota da Editoria: O JC apenas relatou os fatos ocorridos. Se a direção da escola e os próprios envolvidos no incidente tivessem concordado em falar sobre o fato, talvez, realmente, a notícia fosse relativizada ou, quem sabe, nem fosse publicada, conforme advoga a professora. Porém, toda vez que ocorre algo em uma escola pública, sonegam-se as informações a todo custo. Este jornal tem o maior apreço pela escola Silvério São João bem como por todas as escolas da cidade, seus professores, alunos e dirigentes. Em nenhum momento a reportagem tratou qualquer aluno como marginal. Basta lê-la. Nosso intuito é apenas o de contribuir para a resolução dos eventuais problemas, informando a comunidade sobre o que ocorre em seu interior. Nada mais. Editoria do Jornal da Cidade

Cemitério do Jardim Redentor

Desejo registrar minha indignação com relação à conservação, limpeza e segurança do Cemitério do Jardim Redentor da nossa cidade.

Como muitos bauruenses, estive nesse campo santo no Dia de Finados e pude observar o quanto este local está abandonado pela municipalidade. Tenho familiar enterrado lá, e nos últimos dias (sempre há roubos!) houve um roubo de tudo o que era possível levar (até as fotos de alguns túmulos!) pelos ladrões e reverter em valores para a compra de sabe lá o quê.

Segurança nesse cemitério não existe, os muros são baixos, os portões das laterais são frágeis e cerca elétrica, pelo menos para assustar, também não existe. Limpeza é outro item inexistente. No passado próximo a Finados existia, mas agora também não há mais. É um cemitério com poucas árvores, e mesmo assim a quantidade de folhas e papéis nas ruas e laterais dos túmulos também é muito grande.

A indignação era geral no dia de Finados, a maioria reclamava e se assustava pelo que visualizavam , alguns choravam, não pelo ante querido que já havia partido, mas pela violência que estava sentido no momento de homenagear seus mortos (a grande maioria dos túmulos foram violados). Sabemos que tudo que está lá (túmulo, vasos, flores artificiais, placa de bronze, etc) é algo material, mas foi lá que minha família e muitas outras escolheram (e também pagaram!) para colocar o corpo de quem tanto amamos e alegrias nos proporcionaram quando por aqui viveram.

Também pagamos os mesmos impostos e taxas exigidos nos demais campo santo, e tenho absoluta certeza que temos os mesmos direitos de ter um lugar digno e razoável para enterrar nossos mortos e, posteriormente, homenagear nas datas santas. Nesse dia, havia muitas pessoas da região, meus parentes de São Paulo também estavam nesse cemitério, e infelizmente e pela primeira vez na vida eu senti vergonha de ser bauruense e não poder defender minha “terrinha” com unhas e dentes, como sempre fiz. A morte em si sempre é muito triste, mas o pior é sentir seus entes queridos violentados e não respeitados mesmo após a morte.

Deixo as palavras e ações para nossa Emdurb e Prefeitura Municipal de Bauru, ou quem de direito e dever. Quem sabe com o dinheiro do IPTU que eu e os demais munícipes vamos pagar novamente em fevereiro de 2007 sobre uma pequena e valorizada verba para o pobre e abandonado Cemitério do Jardim Redentor de Bauru.

Irma R. De Souza - RG 14.807.170

Tragédia da Gol e as Premonições de um Vidente

No dia 29 de setembro, ficamos chocados com a notícia do acidente com o avião de passageiros da Gol, que caiu nas matas fechadas do Mato Grosso, após chocar-se com o avião da Embraer, o Legacy. Cento e cinqüenta e quatro seres humanos morreram.

No dia quatro de outubro, no programa Mais Vocë, de Ana Maria Braga, o vidente, ou premonitor, como prefere autodenominar-se o senhor Juscelino, afirmou ter recebido de seu mentor espiritual, a previsão do possível acidente e ter avisado os responsáveis pelo vôo, através de carta registrada, enviada no dia seis de setembro, vinte e três dias antes da terrível catástrofe.

Em outro programa televisivo, desta vez no programa de entrevistas de Gilberto Barros, alguns meses antes, o mesmo premonitor afirmara ter previsto com bastante antecedência o choque dos aviões com as torres gêmeas, a invasão das ondas gigantes, o tsunami, na Indonésia, bem como o local onde estaria Saddam Hussein, e muitos outros acontecimentos trágicos. Ultimamente previu um ataque terrorista contra o Papa Bento XVI, na Espanha, tendo avisado o Vaticano, que teria mudado a data da visita e evitado a tragédia. Disse que só não previra aquelas declarações descuidadas contra os muçulmanos, por não tê-las recebido em seu transe onírico. Daí a guerra verbal no mundo islâmico contra o pontífice, porém, sem efeitos mortais entre os seres humanos.

O vidente afirma que em todos os casos procede da mesma forma. Recebe as comunicações espirituais das tragédias, em estado onírico, todas as noites, depois, em estado de lucidez, envia cartas registradas, com AR, para os interessados ou responsáveis diretos pelos possíveis acontecimentos.

Como esse assunto me desperta um eufórico e mágico interesse, procuro sempre que posso, gravá-lo em minhas fitas. Assim procedi nas entrevistas do Juscelino na Bandeirantes e na Globo. Depois converso com meus botões e vou extraindo minhas conclusões. Por que nas tragédias, de pequenas ou grandes proporções, quando as possíveis vítimas fatais são outros seres humanos, que não a si próprios ou seus interesses, os responsáveis não se interessam em tentar evitar ou minimizar os desastres?

O presidente Bush não acreditou na premonição sobre o ataque terrorista e o choque dos aviões contra as torres, no dia e horário previstos. Resultado, mais de três mil seres humanos desaparecidos. Entretanto, para capturar Saddam, acreditou sem titubear, e o encontrou no local exatamente previsto pelo brasileiro vidente, o Juscelino, O presidente da Indonésia recebeu a carta, chegou a responder, mas nada fez para pelo menos minimizar os efeitos da catástrofe vaticinada. Entre salvar vidas humanas e deixar de arrecadar milhões com o turismo, preferiu arriscar e ficar com os cifrões, já que era uma questão apenas de credo, e provavelmente não foi à praia naquele dia com os seus amigos e familiares.

Já o papa, embora os cristãos de todos os matizes não acreditem em reencarnação e comunicação dos falecidos, achou por bem confiar no brasileiro, adiando a visita à Espanha e seu possível encontro com o criador. E o cantor Alexandre Pires, acreditando num possível seqüestro, seguiu o conselho do vidente através de carta enviada e também não teve qualquer prejuízo.

Mas como explicar esse fenômeno? Que eu saiba, Juscelino é o único premonitor no mundo que já provou por cartas enviadas e registradas antes do eventos, o acerto de suas previsões. A não ser que seja uma mágica ou encenação do outro mundo, de tão bem feita. Lembro-me ainda do Thomas Norton, aquele mineiro de nome americano, considerado por muito tempo, um dos melhores paranormais, que foi desmascarado no Fantástico. Tudo que fazia não passava de mágica muito bem feita.

Mas o fenômeno Juscelino dá o que pensar realmente. Suas previsões são bem antecipadas e documentadas. Há muitas hipóteses entre psicólogos, padres, pastores, neurolingüistas, parapsicólogos, espíritas e leigos, tentando explicar o fenômeno. Poder cerebral subconsciente do próprio homem, manifestação de entidades espirituais do Bem, ou até do Mal, ou ainda manifestações ou recados divinos, como um novo José do Egito.

Minha lógica me diz que se o efeito ou resultado das premonições têm visado apenas à proteção da vida, ao bem-estar do homem, seja ele de qualquer raça ou credo, é possível que seja mesmo algum mentor espiritual bem evoluído, o assessor de nosso vidente. E torço para que surjam muitos outros videntes, como ele, e que sejam generosos principalmente com nosso país, para ficarmos livres dos maus políticos e representantes do povo, que há mais de século vêm enganando o povo, trabalhando mais para si, cobrando propinas ou barganhando votos, em troca de polpudas comissões do governo e de empresários.

Um vidente que alertasse o povo contra certos candidatos, seria a salvação do país. Por fim, deixo aqui uma sugestão aos responsáveis por possíveis vítimas de catástrofes , que não sejam tão céticos ao receberem cartas premonitórias de Juscelino.

Na dúvida, lembrem-se pelo menos daquele dito popular “Eu não creio em bruxas, mas que existem, existem “ou daquela frase consagrada de Shakespeare, citada num dos clássicos de Machado de Assis: “Há muito mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”.

Caleb P. de Barros - ABLetras - RG 2.549.247

A escola não funciona sozinha!

Muito se comenta hoje em dia a respeito da agressividade das crianças dentro e fora da escola. Atos de violência, ataques de rebeldia, gravidez precoce, desrespeito total ao professor, e tantas outras mazelas apontam as muitas falhas do processo educacional brasileiro.

A gravidade destes comportamentos inadequados mostra que a sociedade tem-se descuidado em trabalhar uma gama de valores que estão englobados no amplo conceito de “Educação”. Mas quem descuidou? Os pais, a escola, o governo, a tecnologia, o consumismo? Onde estaria centralizada a autoridade educativa? No lar ou nas escolas?

A instituição escolar parece ter reduzido sua autonomia, pois centraliza-se muito na finalidade de passar preparação para o emprego, para o vestibular. Devido aos problemas econômicos do país, a escola passou a funcionar como capacitação de mão-de-obra. Este fato acaba sobrecarregando o processo de aprendizagem, pois as crianças são obrigadas a engolir extensos conteúdos de forma maciça e cansativa. Isso estressa, e faz com que ela perca espaço em sua infância, pois ela é obrigada a assimilar o máximo de assuntos possível, e futuramente ela vai ser cobrada no vestibular, e mais futuramente ainda, na competitividade do mercado de trabalho. Que sistema. Que problema.

Educar uma criança não se restringe a apenas oferecer alimento, segurança, higiene e escola, a palavra “Educação” - enquanto fenômeno social de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano – deve ser passada, entendida, buscada e vivida como um processo global, envolvendo o lar e a escola, os pais e os professores, levando-se em conta os progressos da humanidade a comunidade do entorno, as condições regionais; somente assim há possibilidade de criar condições para que a criança possa trabalhar seu desenvolvimento emocional e mental, e difundir sua socialização para um bom convívio social num futuro próximo.

Há que se pensar muito em tudo isso. Nossas crianças não são massinha de modelar, que vão para a escola para receber retoques e arremates, na escola, é claro, ela terá ferramentas primordiais para a sua construção do conhecimento, enfim o seu processo de ensino, mas há muita coisa que ela já pode levar de casa. Cumpre-nos olhar para dentro desta situação e ao menos tentar lembrar quais são.

Hélder Fontana - RG 23.882.760-4

Paulistana ofendida

Venho por meio desta dizer que endosso as palavras da leitora Layla Zakimi do Valle, ao se referir ao modo preconceituoso e desrespeitoso como o senhor Flávio Pedroso se refere à cidade de São Paulo. Já não é a primeira vez que ele faz isso, já o fez outras vezes. É uma forma pejorativa e ofensiva. Como paulistana que sou, me senti muito ofendida. Portanto, venho aqui dizer que amo a cidade onde nasci, e que não aceito que seja achincalhada e menosprezada desta forma.

São Paulo tem seus problemas, toda cidade os têm, mas isso não é motivo para que uma pessoa trate um desses problemas (no caso, a poluição) dessa maneira, aproveitando muito mal uma expressão brilhantemente usada por um dos paulistanos mais ilustres que já existiu, Mário de Andrade (Paulicéia Desvairada). Este sim, um paulistano de verdade, que amou sua cidade, tanto quanto nós, paulistanos que estamos distantes dela e que a amamos com a mesma intensidade, e não admitimos que as pessoas pensem que é o pior lugar do mundo, e não é, basta saber escolher e aproveitar o que São Paulo tem de melhor.

Keila Pitta Stefanelli

Engolindo sapo

O presidente foi reeleito. Lembro-me da filosofia popular: cada povo tem o governo que merece. Sou defensor intransigente da democracia que aborrece quando me leva a engolir sapo. Dá para entender que não votei no reeleito; como não votei na eleição anterior, repetindo o meu alvitre; respeitando o juízo dos eleitores que nele votaram, confiando que o futuro será mais honesto (O passado recente, que era o futuro, foi?) Espero e torço para que esse futuro honesto aconteça. Mas... Com a cabeça fria, não acredito!

Não creio na personalidade e domínio do eleito que, bazófio, comprometido com a mentira, vai permanecer envolvido com companheiros de mau caráter surpreendentemente reeleitos, eleitos ou não. Vai acolhê-los ainda “não sabendo” os danos que causaram à Nação com as máfias do mensalão, dos correios, dos bingos, dos sanguessugas, do dossiê falso e da dinheirama que ninguém sabe de onde veio. Não creio que seja capaz de frear o desvario, alegando ignorar o carnaval de corrupção e dos blocos desfilando na sua sala de estar.

Longe a intenção de prever o futuro; palpites, considerando os fatos indecorosos acontecidos, ferindo a memória e o nosso pundonor; provados pela imprensa, CPIs, policia e reconhecidos por políticos do próprio PT, expulsos do partido por “traição”.

Não é preciso ser vidente para escrever hoje o que poderá acontecer no futuro. É ler o livro imaginário que teria o título, “O Mensalão e outras bandalheiras” e prever: os bandidos seguirão assaltando e o xerife continuará não sabendo de nada; as mazelas serão descobertas e os bandoleiros serão absolvidos pelos pares da quadrilha e continuarão sendo as personagens da comédia-farsa, rindo na cara do Brasil.

Infelizmente a roubalheira faz parte nossa história política; porém nunca, pelo menos que me lembre, foi tão descarada como nos últimos meses. Não é preciso ser vidente para antever que o revanchismo continuará prejudicando e comprometendo o país; que o protecionismo, o cinismo e a soberba prevalecerão sobre a modéstia; que as criticas aos governos anteriores continuarão, tentando justificar a inépcia de um governo que não sabe o que acontece dentro da sua casa. (O homem, na TV, disse que o patrão nunca sabe de tudo o que acontece na cozinha da sua casa. Só ele mesmo!). Que o ódio e a ânsia desvairada pelo poder, semearão a discórdia envenenando e derruindo a esperança de um povo pacifico que só precisa e quer trabalhar para viver com respeito e a mínima dignidade.

Não é preciso ser vidente para perceber que os objetivos para implantar o populismo, continuarão alimentados com baratas bolsas demagógicas e mentiras ideológicas deslavadas, influenciadas, perigosamente, por governantes de países da América Latina, dissimulados idealistas e pérfidos líderes com tendências ditatoriais.

Não vai aqui pessimismo. Mas as contundentes corrupções com culpados impunidos, e sentindo sob meus pés as raízes da podridão plantadas na minha cidadania, me levam a expectativa de maiores decepções. Que o Deus brasileiro inspire para que a vilanagem não se repita, mesmo queimando a minha língua e deletando o meu computador.

Os brasileiros que votaram reelegendo o presidente e seus comparsas e os que votaram contra, sonham que a dignidade e o respeito voltem a exercer os seus mandatos.

Que na expectativa de cada brasileiro exista a esperança de um futuro politicamente correto, solidário, honesto e transparente; edificado pelos eleitos para representarem nos Poderes Legislativo e Executivo, extensivo ao Judiciário, o povo cansado de ser explorado por bolsas de ilusão, falcatruas, impunidades e descasos.

Basta de tolas metáforas humilhando a dignidade, anseios e direitos populares! Que as raízes da podridão sob os pés dos brasileiros sejam extirpadas pelas mãos dos representantes que elegeram. E que essas mãos não plantem outras.

Munir Zalaf - RG 2.726.959