11 de julho de 2026
Nacional

Empresas aéreas vão pedir pelo menos R$ 40 milhões de indenização

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Anchieta, disse ontem que o órgão vai pedir uma indenização de ao menos R$ 40 milhões à União por causa da operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo. O sindicato alega que acumula prejuízo há 12 dias. Caso não consiga um acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na reunião prevista para terça-feira, o sindicato, que reúne 18 empresas do setor, ameaça recorrer ao Judiciário. De acordo com um levantamento preliminar do sindicato, o prejuízo diário das empresas aéreas é de cerca de R$ 4 milhões neste período. “Com a operação-padrão, cada avião está operando duas horas e meia acima da média, o que totaliza cerca de R$ 2,5 milhões diários. Fora isto, as empresas estão tendo, por dia, gastos de cerca de R$ 200 mil para alimentar e transportar os passageiros, além de um prejuízo de cerca de R$ 500 mil com desistência dos clientes, que pagaram a passagem e estão pedindo o dinheiro de volta entre outras coisas”, disse Anchieta. Segundo o vice-presidente do sindicato, o valor ainda não foi fechado. Anchieta disse que as empresas estão levantando a conta. “Pode ser ainda maior”, disse o dirigente.

Na reunião com a Anac, o Snea vai pedir que a indenização seja revertida em abatimento das taxas aeroportuárias para as empresas do setor. O sindicato já possui um plano B em caso de divergência com a Anac.

Segundo Anchieta, “cabem dois tipos de ações. Uma por perdas e danos. A outra por quebra do equilíbrio econômico e financeiro pelo contrato de concessão. Neste contrato, nos obrigamos a prestar um serviço adequado. E a União não está nos dando a condição indispensável para prestarmos esse serviço adequado”, afirmou o vice-presidente do Snea, que acredita que o caos voltará amanhã aos aeroportos, dia de retorno dos passageiros do feriadão.