10 de julho de 2026
Política

Incógnita marca eleições na Câmara

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

Marcelo de Souza

A eleição para presidente da Câmara Municipal de Bauru se aproxima, mas nenhum dos 15 vereadores se atreve a fazer qualquer prognóstico a respeito da sucessão do presidente Toninho Garmes (PSDB), marcada para 15 de dezembro. O motivo é simples e ao mesmo tempo insólito. Circula entre os vereadores a “lenda” que nenhum parlamentar que lançou candidatura com antecedência conseguiu se eleger.

O recado tem endereço certo: o vereador e atual vice-presidente da Câmara, Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), o único “corajoso” a colocar seu nome como postulante ao cargo ocupado por Garmes.

Basta lembrar que, na eleição passada, quando o tucano foi eleito por unanimidade, havia pelo menos quatro nomes cotados para assumir a presidência do Legislativo. Na ocasião se falava em Paulo Madureira (PDT), Rodrigo Agostinho (PMDB), Majô Jandreice (PCdoB) e José Carlos Batata (PT). No entanto, após costura realizada nos bastidores, o vereador Toninho Garmes acabou sendo o escolhido, sendo que seu nome nem figurava entre os favoritos.

Paulo Martins brinca com a situação. Ele afirma que está disposto a quebrar o tabu que marca as eleições presidenciais na Câmara de Bauru e ser eleito, mesmo tendo saído na frente dos colegas. O vereador Marcelo Borges (PSDB) chegou a alertar o colega sobre a “maldição” que marca os candidatos antecipados, mas nem por isso o pefelista se abateu. “Sou candidato e vou quebrar o tabu ganhando as eleições”, disse.

Por outro lado, nos bastidores, os demais parlamentares dão como favas contadas a escolha de qualquer outro nome, que não o de Martins. Um vereador confidenciou que a eleição só será decidida momentos antes da sessão que vai escolher o novo mandatário do cargo. “Não adianta lançar candidatura antes, porque o presidente é escolhido mais nos bastidores do que na eleição”, afirmou o parlamentar.

Além do presidente, a Câmara vai escolher, no dia 15 de dezembro, os demais componentes da Mesa Diretora - vice-presidente, 1o secretário e 2o secretário. Apesar da importância dos cargos, a exemplo do presidente, o restante da Mesa só será escolhido após as composições e acertos entre os vereadores.

Herança

O próximo presidente vai receber a Câmara sem dificuldades financeiras, mas com problemas estruturais pontuais. A política de economia do vereador Toninho Garmes, enxugou as contas, mas deixou alguns gargalos para serem resolvidos. Nenhum parlamentar se atreve a contestar o atual presidente, mas o que se ouve nos corredores indica que deverá haver mudanças, a principal delas no prédio do Legislativo, que carece de melhores condições.

Há reclamações, ainda que veladas, por parte de vereadores e funcionários. Há também ansiedade para saber se o próximo presidente da Câmara vai manter a política de economia de Garmes, ou vai abrir um pouco mais a mão para fazer as mudanças estruturais. “É preciso manter a economia, mas não dá para deixar a Câmara como se fosse um lugar qualquer”, comentou um vereador.

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Sessão de hoje tem pauta fria

Os vereadores de Bauru se reúnem hoje, às 14h, em sessão ordinária, com poucos projetos na pauta. A maioria (quatro) se trata de decretos legislativos concedendo homenagens, sendo uma medalha Custos Vigilat e três prêmios Zumbi dos Palmares.

Além das homenagens, os parlamentares discutem projeto que autoriza o Executivo a doar imóvel da prefeitura para o Estado, com o objetivo de construir a base Noroeste da Polícia Militar. Em discussão também estão dois projetos de emenda à Lei Orgânica, alterando redação de diversos artigos.

Segundo os vereadores, essas alterações já estavam previstas e foram sugeridas por uma comissão que analisou a Lei Orgânica do Município (LOM).