A exploração do menor ocorre há anos. Não é de hoje que a criança acorda cedo e vai trabalhar para juntar migalhas, tentando sustentar a mãe e o restante de, no mínimo, cinco irmãos. O trabalho infantil atinge milhões de crianças, não só no Brasil, mas em todo o mundo. A ingenuidade e a falta de sabedoria conquistam a ambição dos exploradores, que impõem trabalho extremamente árduo, de longa duração por remuneração quase escrava. Estes trabalham muitas vezes para não morrer de fome, outros por obrigação. A mãe que se vende, o pai que nunca existiu e as dezenas de irmãos força o jovem a ir trabalhar.
O trabalho infantil é quase sempre braçal e exercido por crianças de baixa renda ou que vivem na miséria. Para estes o direito, e dever do governo sobre criança, estudar e brincar, deve ser cumprido. Agora, para os menores em que o empregador não exija um trabalho desgastante e doloroso, onde os pais estão cientes e concordam, com uma remuneração justa, sem interferência nos estudos, deve ser, inclusive, apoiada.
Pois ajuda na formação e desenvolvimento do jovem para o futuro, ganhando desde já experiência. Entretanto, sabe-se que atualmente, em um mundo globalizado, isso seria praticamente impossível de se realizar: uma criança abaixo dos 14 anos empregado justamente. A maior conseqüência do trabalho infantil é a saúde, que se agrava quando o jovem excede seu limite físico e psicológico. É de responsabilidade e dever do governo e autoridades proporcionar à criança escola, alimentação, casa e diversão de qualidade, sem restrições.
Alisson Félix Goulart - RG 48.658.118-4