11 de julho de 2026
Política

Quatro vereadores estão fora do páreo na disputa à presidência da Câmara

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Dos 15 vereadores bauruenses, quatro não poderão disputar a eleição para presidente da Câmara Municipal, marcada para o dia 15 de dezembro, às 13h. Além do atual presidente, Toninho Garmes (PSDB), impedido de entrar na briga, porque a reeleição não é permitida, o vereador Antônio Faria Neto (PDT) também não pode disputar a eleição por ser suplente – ele assumiu a vaga de José Clemente Rezende, presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru.

A situação mais complicada, no entanto, é a de outros dois vereadores - Majô Jandreice (PC do B) e Primo Mangialardo (PV) - que não poderão entrar na disputa pela sucessão de Garmes porque seus partidos não atingiram a porcentagem mínima de votos na eleição para deputado federal, imposta pela cláusula de barreira.

A cláusula de barreira, implantada nas eleições deste ano, determinou que os partidos teriam de conquistar 5% dos votos válidos para deputado federal em todo o País, mais 2% dos votos em pelo menos nove Estados. As legendas que não conseguiram a porcentagem mínima de votos, prevista na legislação, perdem direito à liderança nos legislativos federal, estadual e municipal.

Como os partidos de Majô e Primo Mangialardo não estão entre os que superaram a cláusula, nem se fundiram com outras siglas para alcançar os 5%, esses dois vereadores não teriam direito a disputar as eleições da Câmara.

Consenso

O presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), voltou a falar em consenso dos vereadores para escolher seu sucessor, mas ele afirmou que não pretende interferir e a decisão dos vereadores será soberana. “A 39 dias da eleição, as coisas começaram a afunilar. Tenho dito que minha felicidade seria o consenso na escolha, mas se não houver esse consenso, os colegas vão decidir”, destacou

Até o momento apenas o vereador e atual vice-presidente da Casa, Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), assumiu que é candidato. Ontem, durante a sessão ele comentou a reportagem do JC sobre a sucessão de Garmes e disse que há outros dois vereadores que, se não assumem publicamente, estão agindo nos bastidores para viabilizar suas candidaturas ao cargo.

Caso essas candidaturas se confirmem, o consenso pedido por Garmes pode não acontecer, já que Martins não abre mão de sua candidatura. “Vou até o fim, para ganhar a eleição. Não sei se os outros vão desistir ou não, mas eu sou candidato e vou manter meu nome na disputa”, disse.