11 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: Seleção Brasileira pega China na madrugada desta quinta

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Osaka – Mais que um confronto, Brasil x China é sempre um espetáculo no voleibol. Ainda mais em um Campeonato Mundial. As seleções ocupam as duas primeiras colocações do ranking da Federação Internacional de Voleibol (Fivba). As chinesas, atuais campeãs olímpicas, são as primeiras colocadas, enquanto as brasileiras, hexacampeãs do Grand Prix, são as vice-líderes. E a partida entre as equipes será realizada às 5h (de Brasília) de amanhã, com transmissão da TV.

As duas derrotas da China neste Mundial (diante da Rússia e da Alemanha) não são levadas em consideração pelo grupo brasileiro. Pelo contrário, para a oposto Mari, a atenção precisa ser redobrada.

“O que aconteceu com a China na fase passada não vale nada para a gente. A nossa preocupação é com o nosso jogo contra elas. Precisamos ter uma boa atuação. Já jogamos bastante contra elas, conhecemos nossas adversárias e sabemos que é um time difícil de enfrentar: tem muitas variações de jogadas, bolas rápidas, jogam o tempo inteiro com o passe na mão e é sempre um jogo que merece total atenção”, diz Mari.

Além de ressaltar a velocidade da seleção chinesa, a oposto Sheilla lembra da importância de algumas jogadoras adversárias e acredita que nesta fase a China virá com tudo.

“A China joga muito rápido. Enfrentamos as chinesas duas vezes esse ano e ganhamos nas duas ocasiões. Sabemos que precisamos sacar muito bem contra elas. O time depende muito da Liu e da oposto Zhou. Ainda não vimos a China nesse Mundial, mas as duas derrotas que sofreram não dizem nada não. Agora elas vão vir com tudo, já que precisam correr atrás e não podem perder mais nada”, complementa Sheilla.

Em toda a história, as seleções já estiveram frente a frente 62 vezes. As asiáticas levaram a melhor em 34 partidas, enquanto as brasileiras já venceram 28 vezes. O Brasil já ganhou 113 sets e perdeu 129.

Em 2006, Brasil e China jogaram duas vezes. No primeiro confronto, na Montreux Volley Masters, em junho, na Suíça, as brasileiras venceram no tie-break. Em agosto, a vitória foi verde-amarela. Desta vez por 3 sets a 0.

Em Campeonatos Mundiais, brasileiras e chinesas já se enfrentaram cinco vezes. O primeiro duelo foi em 1974, justamente o primeiro confronto entre duas seleções. E a vitória foi chinesa por 3 sets a 0. Quatro anos depois, em Moscou, mais uma partida e mais uma vitória asiática também por 3 sets a 0.

Em 1994, no Brasil, as donas da casa deram o troco e venceram por 3 sets a 0, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte.

No último Mundial, em 2002, na Alemanha, as seleções se enfrentaram duas vezes. Na fase classificatória, as chinesas venceram por 3 sets a 1. Nas quartas-de-final, as asiáticas eliminaram o Brasil em uma partida emocionante e decidida no tie-break a favor das rivais.

Nesta terça-feira, o técnico José Roberto Guimarães ainda não havia decidido quais as jogadoras que iniciarão a partida, mas adiantou que poupará o quanto for possível a levantadora Fofão e a meio-de-rede Fabiana.

Masculino

A Seleção Brasileira de vôlei masculino priorizou as atividades de defesa durante o treino realizado ontem, em Paris, na escala que a equipe realiza antes da viagem para o Japão, onde buscará o bicampeonato mundial a partir do dia 17 deste mês.

Preocupado com a longa duração da viagem Brasil-Japão, o técnico Bernardinho, que está preocupado com a condição física dos jogadores, decidiu fazer uma parada de três dias para quebrar o cansaço dos vôos. “Ficaria muito desgastante enfrentarmos 12 horas de vôo até a Europa e em seguida mais 12 horas até o Japão”, disse o levantador Marcelinho.