Rosto com expressão serena, mãos cruzadas e pernas balançando enquanto aguardava para prestar depoimento em Bauru, sentada em uma cadeira na sala da Delegacia Seccional. Assim, Elisângela contou o que fez antes de depois de ter matado os dois filhos.
Mas, quando falava sobre o crime, apesar de parecer calma, apenas respondia às perguntas com poucas palavras. Disse que se arrependeu. Veja os principais trechos da entrevista.
Jornal da Cidade - Aconteceu alguma coisa para senhora ter cometido o crime? Houve alguma discussão ou desentendimento?
Elisângela Rosa de Oliveira – Não.
JC - Alguém mandou a senhora cometer o crime. A idéia foi sua mesma?
Elisângela – Sim.
JC – As crianças eram calmas ou brigavam muito?
Elisângela – Ela era calma e ele mais agitado.
JC - A senhora deu alguma substância para eles antes do crime?
Elisângela – Não.
JC - Eles gritaram?
Elisângela – Sim.
JC - E a senhora não parou?
Elisângela – Não.
JC - E depois, o que fez?
Elisângela – Fui para a rodoviária e vim para Bauru.
JC - Porque Bauru?
Elisângela – Tive vontade.
JC - A senhora se arrependeu do que fez?
Elisângela – Me arrependi. Por isso que eu vim para cá.
JC - Você ingere bebida alcoólica ou usa drogas?
Elisângela – Não.
JC - É seguidora de alguma religião?
Elisângela – Sim, vou na Igreja Evangélica Deus é Amor.