11 de julho de 2026
Política

Invasões somam 70 campos de futebol

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru começou a fazer o mapeamento de áreas invadidas por grileiros, solicitado pelo Ministério Público (MP), através dos promotores criminal João Henrique Ferreira; do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro e de Habitação e Urbanismo, José Carlos Carneiro de Oliveira. O objetivo, segundo Ferreira, é identificar os invasores para acioná-los criminalmente.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Carlos Barbieri, ainda não é possível fazer um balanço das áreas particulares em poder de invasores, mas ele estima que há perto de 70 hectares de áreas públicas invadidas em Bauru. Um hectare mede 10 mil metros quadrados, o equivalente a, aproximadamente, um campo de futebol. Ou seja, há aproximadamente 70 campos de futebol invadidos em Bauru. Somente no Jardim Botânico são 30 hectares invadidos.

Em reunião realizada ontem, o vereador João Parreira (PSDB) e representantes das Secretarias de Meio Ambiente (Semma), Planejamento (Seplan), Obras, Negócios Jurídicos e do Jardim Botânico, traçaram um rascunho dos locais que estão em poder dos invasores. Até a próxima semana, os dados completos sobre esses locais devem estar na Seplan para a elaboração do mapa que será entregue ao MP.

Ocorrências

Após colocar as informações no mapa, o próximo passo é identificar os invasores. Para isso, a Prefeitura e o MP contam com a colaboração das Polícias Civil e Ambiental. O delegado titular do 4o DP, Abel Cortez, já está fazendo o levantamento dos Boletins de Ocorrência referentes às invasões, atendendo solicitação do delegado Seccional, Doniseti José Pinezi. De acordo com o vereador João Parreira, com os BOs será possível identificar parte dos grileiros responsáveis pelas invasões das áreas particulares.

O departamento jurídico da Prefeitura também está coletando dados de processos referentes às invasões de áreas públicas. De acordo com o procurador municipal Danny Monteiro da Silva, há 11 processos referentes às invasões. Ele já teve acesso a sete desses processos, mas há dificuldades para conseguir os demais porque com a criação de novas varas na Justiça, muitos processos tiveram o número alterado. Silva deve solicitar ajuda ao Ministério Público para agilizar o levantamento.