09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Resposta ao Sr.Venício


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Sem querer abusar da gentileza deste Jornal, que recebo diariamente deste a sua fundação, gostaria de referir-me ao sr. Venício Augusto Francisco (carta de 6/11/06), para esclarecer algumas colocações de sua missiva.

Agradeço sua atenção, mas quero ressaltar que minha intenção principal não foi criar polêmica ou ressalvas contra qualquer religião, apenas apontar o desinteresse de governos e empresas para com vidas humanas (sem falar de florestas, animais, rios etc), colocando valores monetários acima do valor incomensurável das vidas perdidas.

Ao generalizar todos os cristãos como contrários à reencarnação e comunicação dos mortos, reconheço de pronto que os espíritas são cristãos e são favoráveis a essas teses, como atualmente outros cristãos também aceitam. Mas nesse ponto de minha carta, quis apenas ressaltar que mesmo o papa, ao contrário de governantes e outros gigantes destinatários do sr. Juscelino, com sua imensa importäncia para o mundo e sua sabedoria, curvou-se ao mistério divino com humildade, revelado pela premonição de um ser humano brasileiro, assim como aquele outro revelado pelas camponesas de Fátima em Portugal, ou aqueles mistérios que o sr. citou, e outros como a ressurreição de Lázaro e a do próprio Jesus. Sobre a natureza dessas manifestações divinas, se algumas são mais ou menos importantes ou aceitáveis, não entro no mérito, nem tenho condições de opinar.

Quanto aos poderes de Juscelino, não usei o adjetivo paranormal para qualificá-lo. Foi apenas em relação ao sr.Thomas Norton. Referi-me ao sr. Juscelino como vidente ou premonitor, como ele próprio prefere autodenominar-se nas gravações. Por isso também não concordo que sejam poderes naturais, senão todos os teríamos, o que seria ótimo para o bem da humanidade.

Agradeço, por fim, seu convite à reflexão sobre as conseqüências de uma visão de mundo egoísta e imediatista, mas quero-lhe adiantar que, embora meu objetivo não tenha sido demonstrar conhecimentos profundos e doutrinários, como o sr. parece possuir, sou um ser pensante, que tem o hábito de ler e refletir sobre os acontecimentos, as pessoas, suas grandezas, suas misérias, o oportunismo, a vaidade, a humildade, suas ações e omissões, que ocorrem a nossa volta. E deve-se a esse hábito, o envio de minhas cartas a essa tão prestigiosa e democrática Tribuna.

Por isso li suas explanações, que não me são desconhecidas, e acrescento que seria mais oportuno no momento e de melhor alvitre, o senhor convidar à reflexão em torno de suas palavras, também os maus políticos, a quem o sr. se referiu, e os governantes e empresários, referidos nas gravações pelo sr. Juscelino. Atenciosamente.

Caleb P.de Barros - RG 2.549.247