07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Limpeza na Sear

Aos poucos, vão surgindo dados de que a extinção de três Regionais da Sear, ocorrida recentemente, não aconteceu somente por conta da vontade do governo de reestruturar a pasta. Braço político do governo junto a movimentos populares, a Sear de Nelson Fio não conseguiu emplacar o que pretendiam os integrantes do Movimento Levanta Bauru.

• Auditoria interna

O prefeito Tuga Angerami confirmou ontem que foi aberta auditoria interna, além de sindicâncias administrativas, para apurar compras e despesas com consertos realizadas desde o início de 2005. O levantamento já confronta, inclusive, documentos fiscais com cheques, para ver se tudo o que consta do papel foi realizado.

• Com recurso

A administração municipal já avisou que vai recorrer da decisão de primeira instância que reconhece o direito da CPFL de receber integralmente a fatura das contas de iluminação pública dos últimos cinco anos, situação que não inclui apenas a discussão sobre juros e correção e a confissão dos valores pelo governo anterior. Tuga também já adianta que o débito terá de ser parcelado depois, pois não há como pagar R$ 15 milhões.

• Com prestígio

O prefeito também disse ontem ao JC que a posição do secretário de Cultura, José Augusto Vinagre, não é desconfortável. Ele mencionou que realmente ocorreram falhas administrativas no registro de despesas internas, mas os serviços foram prestados e, na avaliação de Angerami, em bom volume e qualidade. Agentes culturais também teriam defendido a permanência do secretário no posto em reunião, anteontem, nas Cerejeiras.

• Caso Funprev

O Executivo decidiu esperar até a tarde desta sexta-feira uma posição da Funprev sobre a proposta de parcelamento da dívida e envio das despesas com os atuais aposentados para a fundação. Mas não será preciso porque o Conselho Curador encaminha hoje, às 15h, posição definida em reunião ontem à noite. Resumo: aceita parcelar R$ 73 milhões em 20 anos, mas quer que o governo reembolse a folha com os aposentados antigos, sem mudar a alíquota de contribuição.

• Clima quente

O secretário Edmundo Albuquerque não gostou de ter sido questionado ontem, durante reunião com os conselheiros da Funprev, sobre o fato de problemas como o envolvendo o custeio dos aposentados terem sido formatados durante o período em que ele apoiou a proposta e o governo anterior, de Nilson Costa, quando era vereador, em 2002. É o ônus político natural da história. Agora, é preciso ter sabedoria e equilíbrio para resolver.

• Campanha na rua

Por falar em eleição da Funprev, alguns candidatos já estão com santinhos na rua, que estão sendo distribuídos pelos departamentos municipais. Muitos deles, porém, não tomaram o cuidado de corrigir o texto e o santinho pode virar campanha negativa para a indicação como representante entre os servidores. Outros parecem não entender que se trata de eleição para órgão técnico, previdenciário, mas insistem em pedir votos elencando que “conquistaram a construção de quiosque não sei onde” (sic!)

• Aposta em jogo

E já circula por departamentos do Palácio das Cerejeiras aposta informal de que o Gabinete tem na gaveta os nomes prediletos para compor a administração da Funprev a partir de 2007. Os mais cotados são a procuradora Denise Baptista de Oliveira e o diretor das Finanças, Marcos Garcia. Eles são defensores ferrenhos das posições do Executivo no órgão, embora a procuradora já esteja em função oposta na fundação, como conselheira, o que causa inevitável desconforto.

• Sentença de suicídio

O vereador José Carlos Batata (PT) sintetizou bem o que os parlamentares estão sentindo em relação ao projeto de parcelamento da dívida da Funprev, que pode ser enviado à Câmara nos próximos dias. Segundo ele, aprovar a matéria sem que a Funprev esteja de acordo com o que está no texto é “suicídio”.