09 de julho de 2026
Nacional

Brasil cai uma posição no IDH da ONU

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Brasil caiu uma posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2003 para 2004, segundo estudo divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Neste período, a posição do Brasil no ranking recuou de 68.ª para 69.º. O ranking tem 177 países avaliados pelo PNUD.

O índice reúne os indicadores de educação, esperança de vida ao nascer e PIB per capita dos países. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), 13 países da América Latina e do Caribe têm desempenho superior ao IDH brasileiro, entre eles México (53.º no ranking, IDH de 0,821), Cuba (50.º no ranking, IDH de 0,826), Uruguai (43.º no ranking, IDH de 0,851), Chile (38.º no ranking, IDH de 0,859) e Argentina (36.º no ranking, IDH de 0,863).

Outras 17 nações da região ficam abaixo do Brasil no ranking, como Venezuela (72.º, IDH de 0,784), Peru (82.º, IDH de 0,767), Paraguai (91.º, IDH de 0,757), Jamaica (104º, IDH de 0,724) e Haiti, o pior da América Latina e do Caribe (154.º, IDH de 0,482).

No mundo, o índice mais baixo é o de Níger, na África (177.º, IDH de 0,311). Apesar da queda no ranking, o IDH brasileiro cresceu de 2003 para 2004: passando de 0,788 para 0,792. Esse resultado mantém o País entre as 83 nações de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,500 e 0,799). O País fica fora, entretanto, do grupo de 63 nações de alto desenvolvimento humano. A Noruega está no topo dos países de alto desenvolvimento humano: IDH de 0,965.

O relatório

Os relatórios sempre se referem ao IDH de dois anos antes. O IDH é a síntese de quatro indicadores: Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, médio e superior).

Do relatório de 2005 para o de 2006, a principal mudança no cálculo do IDH ocorreu nesse último indicador. Em edições anteriores, os dados de 32 países (como Brasil, Argentina, Reino Unido e Suécia) incluíam os números dos programas de educação para adultos. Agora, esses dados foram excluídos, para tornar mais precisas as comparações com outros países.