São Paulo - O 13.º salário deve injetar R$ 52,9 bilhões na economia brasileira até o final do ano, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse montante incluiu a parcela que será paga aos trabalhadores com carteira assinada e aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o Dieese, neste ano, o pagamento do 13.º salário corresponderá a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Dos cerca de 60,7 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13.º salário, 24,3 milhões, ou 40% do total, serão destinados aos beneficiários da Previdência Social - aposentados ou pensionistas. Empregados formais correspondem a 34,6 milhões ou 57% do total e são contribuintes da previdência. Os 3% restantes são empregados domésticos com carteira de trabalho assinada.
O Dieese estima que o total de pessoas que receberá o 13.º salário em 2006 é cerca de 2,7% superior ao de 2005, sendo que cerca de 1,6 milhão de pessoas passaram a receber o benefício por terem requerido aposentadoria ou pensão ou se incorporado ao mercado de trabalho ou ainda formalizado o vínculo empregatício.
O pagamento do 13.º salário é feito em duas etapas: a primeira até 30 de novembro. A segunda parcela tem de ser depositada até 20 de dezembro. Há categorias profissionais, com acordos específicos, que já receberam parte do 13.º salário. A região Sul ficará com 16,6% do total do benefício; ao Nordeste, serão destinados cerca de 14,6%.
Para as regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,4% e 4,2%. A distribuição do 13.º deve se concentrar no Sudeste do País. Segundo cálculos do Dieese, 56,4% do montante deve ficar nos Estados da região, que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas e empregados domésticos.
Metodologia
A estimativa do Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e informações do Ministério da Previdência.
No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, ocupados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2005.
Da PNAD, foi utilizado o contingente de empregados domésticos com registro em carteira. Também foram considerados os beneficiários - aposentados e pensionistas - que em setembro de 2006 recebiam seus proventos do INSS. Para estimar os valores a serem pagos aos beneficiários do INSS, o Dieese utilizou os dados de setembro deste ano.
Para os assalariados, o rendimento foi atualizado pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, acumulado de de janeiro a setembro de 2006 em relação ao mesmo período de 2005. O cálculo não considera os autônomos e assalariados sem carteira que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano.