09 de julho de 2026
Internacional

Explosões matam ao menos 16 no Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Bagdá - Ataques à bomba em mercados de bairros predominantemente xiitas de Bagdá mataram ao menos 16 pessoas ontem no Iraque. Outros 38 corpos foram encontrados ontem em vários pontos do país. Das 16 vítimas relatadas ontem, sete morreram quando um carro-bomba explodiu próximo a lojas no nordeste de Bagdá, no distrito de Qahira, segundo policiais da região.

Outras 27 pessoas ficaram feridas e sete veículos ficaram destruídos com a explosão. Ao mesmo tempo, pelo menos nove pessoas morreram quando um homem cometeu suicídio lançando seu carro carregado de explosivos contra uma multidão reunida em um complexo comercial no distrito de Karradah, no centro da Capital. Cerca de 27 pessoas ficaram feridas nesta explosão.

Ontem os iraquianos comemoraram a renúncia do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, a quem culparam por falhas na condução da política para o Iraque e por escândalos que, segundo eles, ajudaram a espalhar a violência sectária diária que continua a assolar o país mais de três anos após a invasão das tropas americanas.

“A renúncia de Rumsfeld mostra o tamanho da bagunça que os EUA fizeram no Iraque”, disse Irahim Ali, 44 anos, que trabalha no Ministério do Óleo. “Os esforços de políticos americanos para esconder suas falhas não estão mais funcionando.”

Alerta

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, quebrou o silêncio dos líderes árabes sobre o veredicto dado a Saddam Hussein alertando ontem que o enforcamento do ex-ditador iraquiano pode originar mais derramamento de sangue no Iraque. Uma corte iraquiana condenou Saddam à morte pelo assassinato de 150 xiitas muçulmanos.

Mubarak, um peso-pesado regional e grande aliado americano, alertou contra a execução. “Levar adiante este veredicto causará uma explosão de violência no Iraque”, disse Mubarak para um diário egípcio.