Questões relativas ao cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reuniram ontem 221 lideranças de Bauru e de mais 36 municípios da região. Durante o encontro, que será encerrado hoje na Instituição Toledo de Ensino (ITE), eles mapearão problemas referentes ao tema e construirão uma agenda conjunta.
“Estão discutindo dados da realidade para estabelecer desafios e propostas em questões que ainda não estão tão bem. Eles estão identificando qual é o papel ideal dos atores que trabalham com a criança”, explica o juiz de direito e colaborador da Rede Social São Paulo, Pedro Caetano de Carvalho. De acordo com ele, o trabalho é necessário porque alguns projetos não atingem os objetivos estabelecidos e ainda existem situações em que crianças e jovens têm seus direitos violados. “Estão constatando falhas, coisas que ainda não estão fazendo e que precisam fazer. Se não houver uma conversa, continuará havendo sobreposição de atividades”, acrescenta Carvalho. O encontro dá continuidade à mobilização iniciada em Bauru em agosto. Ele reúne representantes do primeiro, segundo e terceiro setores, acrescenta a assessoria de imprensa da Rede Social São Paulo. Para cumprir o objetivo, a Rede Social São Paulo adota método desenvolvido pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
“A metodologia foi testada em Brasília, com diversas entidades no Brasil inteiro. Foi feito um projeto piloto no Estado de São Paulo, nas regiões de Santos, Sorocaba e Mogi das Cruzes. Essa metodologia foi aprovada e provocou mudanças significativas. Ela também propicia uma capacitação horizontal”, conclui Carvalho. A rede é uma aliança formada por mais de uma centena de organizações representativas da sociedade, do setor empresarial e do governo. Ela articula e conecta iniciativas já existentes. ()