São Paulo - Morreu ontem na Califórnia, o ator Jack Palance, conhecido pelos papéis de cowboy “durão” que interpretou em filmes como “Os Brutos Também Amam” e “Amigos, Sempre Amigos”.
O porta-voz Dick Guttman disse que a morte teve “causas naturais”. Boxeador profissional e veterano da 2.ª Guerra, Palance, que tinha 87 anos, só fez sua estréia no cinema em 1950, com “Pânico nas Ruas”, de Elia Kazan. Dois anos depois, dividiu a tela com Joan Crawford em “Precipícios d’ Alma”, de David Miller.
O papel de Lester Blaine lhe valeu a primeira indicação ao Oscar. Em 1953, pelo Jack Wilson de “Os Brutos”, foi lembrado para o maior prêmio da indústria cinematográfica pela segunda vez. A vitória só veio na terceira indicação, por “Amigos, Sempre Amigos”, comédia de 1991 em que parodiava a própria fama de vilão. Antes disso, em 1963, filmou “O Desprezo”, com o diretor francês Jean-Luc Godard.
O mau humor do ator na ficção encontrava algum eco na realidade. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse que “a maior parte das coisas que faço é lixo”.
Não satisfeito, acrescentou: “boa parte dos diretores com quem já trabalhei são incompetentes”.
No Brasil, Palance ficou conhecido também como apresentador da série de televisão “Acredite se Quiser”.