08 de julho de 2026
Saúde

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• Campanha contra diabetes

A Secretaria Municipal da Saúde aderiu à “Campanha Nacional Gratuita em Diabetes”, realizada em São Paulo pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético, apoiada pela Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e Sociedade Brasileira de Diabetes. Em Bauru, a campanha será realizada amanhã e nos dias 14, 16 e 17, das 8h às 17h, em todas as Unidades Básicas de Saúde, Programa Municipal de Atenção ao Idosos e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador. O dia 14 de novembro é considerado o “Dia Mundial do Diabetes”. A ação tem como objetivos a detecção, orientação, educação e prevenção do Diabetes e suas complicações.

• Menopausa dos homens

Conhecida como andropausa, a doença costuma atingir homens com 50 anos ou mais. A partir dessa idade também pode ocorrer osteoporose (fragilidade nos ossos), aumento de gordura abdominal, insônia e sensação de calor no rosto. A menopausa masculina, já reconhecida pela comunidade médica, é provocada pela queda na produção de testosterona, que costuma ocorrer a partir dos 40 anos. “A partir dessa idade, há uma redução anual em torno de 1% na liberação desse hormônio. Quando essa queda é mais acentuada, surge a andropausa”, afirma clínico geral e cardiologista Valério Nascimento, do Hospital do Servidor Público Estadual, unidade da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo o médico, após os 50 anos de idade 40% dos homens apresentam sintomas contundentes de redução hormonal. Para prevenir ou tratar a andropausa existe a Terapia de Reposição Hormonal Masculina. Com acompanhamento médico adequado, é possível restabelecer os níveis hormonais, reduzindo a irritabilidade e aumentando o desejo sexual.

• Anorexia tem raízes religiosas

Quem acredita que a anorexia nervosa é um distúrbio dos tempos atuais, em que a magreza é o símbolo da beleza, está enganado. A privação alimentar é um fenômeno muito antigo, do período medieval, que teria origem na mística religiosa. Esta é a base do livro “Do Altar às Passarelas - Da anorexia santa à anorexia nervosa”, fruto da dissertação de mestrado da psicanalista Cybelle Weinberg, defendida na Faculdade de Medicina da USP em 2004, com a colaboração de seu orientador, o professor Táki Cordás. A obra derruba o conceito de que a anorexia é “um mal da modernidade”. Os autores fazem um passeio pela História e tentam compreender até que ponto o desenvolvimento de um quadro psiquiátrico pode ser influenciado pela cultura.

• Santidade

Ao analisar patografias (biografias históricas a partir de um ponto de vista psicológico e psiquiátrico) de santas e beatas da Idade Média, os autores descobriram que o jejum religioso era comum naquela época e se configurava como uma forma de se aproximar de Deus. Séculos mais tarde, ele entrou em declínio. O estudioso Próspero Lambertini, que foi coroado como papa Benedito XIV, concluiu que “não era o jejum que fazia a santidade, mas a santidade do jejuador que determinava a santidade do jejum”. Outra explicação para o declínio foi “a valorização do jejum como espetáculo, com as ‘virgens jejuadoras’, cuja capacidade de viver sem comer era explicada como milagre”.

• Anorexia nervosa

A primeira descrição na literatura médica da anorexia nervosa, de acordo com os pesquisadores, foi feita pelo médico inglês Richard Morton, em 1691. O caso de Miss Duke foi o que mais chamou a atenção. Morton descreveu a paciente como “um esqueleto apenas coberto de pele” e afirmou que nunca havia visto nada igual em toda sua prática médica. Segundo os autores, “a perplexidade de Morton, quando obrigado a lidar com uma paciente que parecia ter escolhido o jejum e que recusava ajuda, abriu espaço para a consideração das bases emocionais do transtorno alimentar”.

• Estatuto do Idoso nos planos de saúde

O ministro Castro Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu vista de um processo que discute a aplicação do Estatuto do Idoso no reajuste de mensalidade dos planos de saúde. O processo em questão envolve a Amil contra Oracy Pinheiro Soares da Rocha, do Rio. Ela ingressou na Justiça contra uma cláusula que reajustou as parcelas do seu plano em percentuais maiores que os dos outros usuários por ter completado 60 anos. A ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, não conheceu do recurso interposto pela Amil. Com isso, houve voto a favor da decisão firmada pelo Tribunal de Justiça do Rio segundo a qual a usuária está protegida de reajustes abusivos, que, no caso, foram de 185%. Segundo o tribunal, o Estatuto do Idoso produziu efeitos imediatos a partir do momento em que entrou em vigor, em janeiro de 2004, e não assiste razão quando a seguradora afirma que há um contrato - assinado em fevereiro de 2001 - que previa os reajustes a mais e deve ser respeitado.