09 de julho de 2026
Ser

O segredo da elegância é a simplicidade: Quando as diferenças servem de estímulo para o amor

Márcio Oyama
| Tempo de leitura: 4 min

A regra do “rico com rico, pobre com pobre’ parece não valer no mundo das celebridades. Muitas famosas, cheias de dinheiro e poder, encontram a (aparente) felicidade num mundo bem longe dos holofotes: o dos assalariados, “mortais”, anônimos

A atriz Suzana Vieira, de 63 anos, é uma das que apostam na diferença - não apenas a social, mas também a etária. Com um empresário 16 anos mais novo no currículo amoroso - de quem se divorciou em 2003 -, a enxutíssima global acaba de anunciar o noivado com o policial militar Marcelo Silva, de 35. Os dois se conheceram no Carnaval deste ano e já exibem as alianças sem medo em eventos e aparições públicas. Suzana está inclusive aprendendo a surfar com o noivo. “Sou como Gisele Bündchen com o Kelly Slater”, dispara.

Outra que engatou um sólido romance com um fardado “saradão” é a apresentadora Ana Maria Braga, de 57 anos. Seu novo namorado, Ronaldo Vieira, também trabalha como PM e também tem 35 anos. Ele seria o quinto par de Ana desde que a apresentadora se separou do seu ex-motorista e segurança Carlos Madrulha, de 42. Antes de Ronaldo, a loira teria caído nos braços do fazendeiro paulista Eduardo Rehder; do publicitário Rui Gregolim; do capitão marítimo Luiz Fernando Dancini e do lateral esquerdo do Real Madrid, Roberto Carlos.

Entre as endinheiradas internacionais, diferenças sociais e financeiras também parecem pouco importantes. A popstar Britney Spears, de 24 anos, não apenas se casou, mas teve um filho com o dançarino Kevin Federline, de 27, completamente anônimo - e “desabastecido” - até iniciar o namoro com a cantora, em 2004. Kevin foi um dos bailarinos selecionados pela popstar para acompanhá-la na turnê daquele ano. Hoje, o jovem se aproveita como pode da fama de sua parceira: quer virar cantor de qualquer jeito e gravou até um CD. Na faixa “Popozão”, se arrisca no português.

A atriz Julia Roberts teve sorte de não cair nas graças de um alpinista social. Discrição é a marca do cameraman Daniel Moder, com quem a estrela - uma das mais bem pagas de Hollywood - uniu os trapinhos em julho de 2002. Hoje, os dois são pais dos gêmeos Hazel e Phinnaeus.

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“O segredo é ter paciência”

A diferença nunca foi problema para o casal Wilson Ryoji Imoto, de 52 anos, e Nilzete Gomes, de 50. Ao contrário. “Eu amadureci com a relação, cresci espiritualmente”, diz Imoto. O nikkei paulistano criado em Apucarana (Paraná) e a baiana de Santa Terezinha estão juntos há 22 anos. Quando se conheceram, Imoto já tinha diploma e trabalhava como jornalista. Nilzete levava uma vida difícil na periferia. Havia chegado à capital paulista com três anos, depois de perder a mãe e ser entregue pelo pai aos tios.

O início do romance foi complicado. A família de Imoto não aceitava a relação. Mas o jornalista não entra em detalhes. “É coisa do passado.” Hoje, fala com orgulho dos quatro filhos, o mais velho com 20 anos e a caçula com 12. E defende: o amor entre diferentes pode dar certo. “O segredo é a paciência.”

Paciência que faltou para a universitária Alessandra, de 22. O namoro com um rapaz de condição financeira mais baixa foi curto e traumático. “Durou apenas um mês. Eu bancava tudo, os jantares as baladas, até o motel. O homem da relação era eu.” A estudante não pretende repetir a dose. “Foi a minha primeira e última relação do tipo.”

____________________ Tudo diferente

Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que a maioria dos americanos escolhe seus pares - afetivos e também sexuais - segundo quatro critérios. Todos eles são invertidos na novela “Belíssima”, da “Rede Globo”.

Mesmo nível de escolaridade - A instrução é um item importante nos EUA - e ignorado na novela. Alberto (Alexandre Borges), executivo graduado, “gamou” na empregada Mônica (Camila Pitanga)

Mesma raça - Bem que a mãe de Fladson (Marcelo Médici) queria que ele seguisse os americanos. Mas o açougueiro se apaixonou pela beleza negra de Dagmar (Sheron Menezes).

Mesma religião - O sincretismo religioso abominado pelos americanos é praticado sem culpa por Safira (Cláudia Raia), ortodoxa que se casará com o judeu Freddy (Guilherme Weber).

Mesma idade - Ornela (Vera Hotz) e Mateus (Cauã Reymond) não dão a mínima para quem prefere pares da mesma faixa etária, como a maioria apontada nos EUA.