09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor - 13-11-06


| Tempo de leitura: 4 min

O primeiro mundo é aqui

Sempre quando quero respirar um pouquinho de primeiro mundo, eu vou ao Sesc e lá eu me encontro com tudo o que é de bom de ver, de se ouvir e de se viver. Às vezes eu me deparo no caminho do zoológico, é gostoso poder curtir um dia no ambiente alegre e festivo dos animais, eles têm muito a nos ensinar. No Alameda Quality Center descobri que posso estar mais perto da América, da América que nos deixou saudades, dos tempos antigos, aquelas coisas que a gente só encontra nas revistas, ou nos filmes antigos, tem dúvidas? Visite o restaurante e se descubra na moderna arte de transformar o antigo em beleza principal.

Na avenida Nações Unidas, me encantam a sua beleza, sua natureza, encontros e desencontros nas Nações, gente esperando, esperando o quê? Se o que se vê já responde a tudo o que se busca! Mas o que me deixou de boca aberta mesmo foi conhecer e usar os serviços do POUPATEMPO, coisa linda, tudo de bom mesmo, é como se eu estivesse na Europa, mais precisamente na Suíça, onde as coisas funcionam, onde tudo o que se tinha que fazer foi feito, pela mão dos homens, com a ajuda de Deus. Sim, o POUPATEMPO é uma daquelas coisas que a gente tem que pegar a família inteira em dia de semana, tipo deixar de almoçar para lá passear, e se descobrir cidadão, com direito a tudo, inclusive o de reclamar.

Moisés de Pontes Lima - Corretor de Imóveis

Você, no país dos egoístas

São tantos negando atenção. Negam direitos iguais, negam confiança ou estender a mão para os necessitados. Os sentimentos foram deixados de lado, já não se importando mais. Para elas você nasce bom e tem que ser o melhor para sempre. O que importa é o “eu” estar bem e o resto da vida é resto mesmo. Na estrada que percorremos, temos os faróis voltados para nós mesmos. Negamos até um sorriso, um “bom dia”. Será que é tão difícil expressar simpatia? Parece que ser educado entrou para o livro dos egoístas. Oferecer é se rebaixar? Dividir é perder? Ter é não poder compartilhar?

Os brancos não se importam o que seriam sem os negros. Até a sobra que incomoda aos que a tem não é dividida. Preferem jogar fora. A começar pelos políticos, que antes de se elegerem fazem sua plataforma política no que tem a oferecer para os excluídos. E estes se iludem e criam expectativas que nunca alcançarão. Num piscar de olhos as promessas são esquecidas. E cada dia que se passa o “ter” supera o “ser”. Os egoístas passam a perseguir sua própria satisfação. O egoísmo esta em lua-de-mel com a nossa consciência capitalista?

Mariana Rangel Ferreira - RG 46.760.239-6 - estudante

Crime na clínica

Em 27/10 levei minha mãe a uma clínica médica de urgência, quando de repente alguém alterado destratava a todos, inclusive ao medico de plantão. Os pacientes internados e em atendimento assustaram, pois ele não respeitou o fato de que estava em lugar público e que os demais talvez não estivessem concordando com sua atitude explosiva. Alterado, em dado momento virou-se para as pessoas que estavam na recepção e disse: vocês só servem para tratar destes pés de chinelo miseráveis. E o mais incrível é que, dizendo-se advogado, disse que iria processar a clínica. Na recepção havia negros, mestiços e brancos; a quem quis dirigir a palavra quando mencionou "pés de chinelo miseráveis"? Se ele estivesse tão mal estaria deitado gemendo de dor e não ofendendo as pessoas. Neste País de hipócritas, dizem não haver preconceito, mas este advogado cometeu crime racial e social. Ou alguém acha que não? Ele vai processar a clínica, mas esquece que também poderá ser processado, e o seu tiro poderá sair pela culatra.

Vera Lucia da Silva

Ajude ao próximo

Multidões morrem todos os dias na África de fome, de doenças como a aids. Nós não nos importamos. Multidões morrem no Oriente Médio de ataques estadounidenses. Nós não nos importamos. Alguns poucos milhares morrem nos E.U.A. Nós nos importamos, enviamos ajuda como se fossemos bons samaritanos. Por quê? Por que à África e ao Oriente Médio nós não enviamos ajuda? A verdade é um só: ajudamos a quem nos interessa. Ajudamos os E.U.A. porque no futuro eles é quem vão nos ajudar. E, ainda, deixamos o resto do mundo acreditar que estão sozinhos, criando um espírito corrosivo chamado solidão. Esse espírito mostra que cada vez mais estamos deixando de acreditar nas qualidades humanas. Há necessidade de um agente redutor em nossas vidas. Precisamos que esse agente deposite em nós a esperança e o amor. Temos de acreditar em algo que está por vir. Algo para melhorar. Em suma, vemos que, nesta era hodierna, cada vez menos temos vontade de nos solidarizar para com os outros. Na Bíblia, Jesus fala: ‘Ame ao próximo como a si mesmo.’ Estamos esperando.

Millene Abo Arrage - estudante - R.G.: 46.760.332-7