08 de julho de 2026
Internacional

Em um dia, 49 morrem no Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Bagdá - Pelo menos 49 mortes foram registradas ontem no Iraque. Explosões de carros-bomba e de artefatos colocados em estradas foram responsáveis por 14 das mortes, e as outras 35 pessoas morreram em um único ataque, em um posto policial de Bagdá.

Além dos 35 mortos, cerca de 60 ficaram feridos quando um homem-bomba detonou explosivos em um posto de recrutamento policial em Bagdá, no mais recente ataque visando a desestabilizar os esforços dos EUA e do governo iraquiano para incrementar as forças de segurança do país.

O suicida entrou no posto de recrutamento com explosivos amarrados ao corpo e se explodiu no meio de uma multidão de jovens. Foi o mais sangrento ataque à recrutas iraquianos nos últimos meses, e aconteceu justamente no momento em que o presidente George W. Bush e seus principais generais preparam novas recomendações para uma mudança de estratégia no Iraque. Os recrutas são o alvo.

Insurgentes árabes sunitas freqüentemente usam novos recrutas como alvos em seus ataques, de forma a impedir o aumento das forças de segurança iraquianas - peça-chave do plano de Washington para possibilitar a retirada eventual de seus 150 mil soldados no país.

Em janeiro deste ano, outro homem-bomba matou 70 jovens ao se explodir em meio a um grupo de recrutas policiais na cidade de Ramadi. Até o momento, as forças de segurança iraquianas são consideradas mal-equipadas e os ataques de insurgentes são comuns, o que mina a adesão de novos membros.

Anteontem, foram feitos ataques a policiais nas cidades de Kirkuk, Baquba e Bagdá. Tanto a polícia quanto Exército iraquianos são acusados de abrigarem recrutas mais interessados em promover os interesses de seus próprios grupos sectários do que em agir como força de segurança.