08 de julho de 2026
Regional

Greve pode parar HC de Botucatu

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Botucatu - Como o JC havia antecipado, os médicos residentes do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) aderiram, ontem, à greve nacional da categoria.

O supervisor do hospital, Antônio Rugolo Júnior, informou ontem que os pacientes podem ter problema caso a greve se estenda por muito tempo. “A gente espera que isso seja resolvido logo”, torce Rugolo.

Está sendo mantido o atendimento de emergência e urgência. Porém, os 324 médicos residentes representam 70% do corpo clínico da unidade hospitalar.

O HC da Unesp de Botucatu realiza 1.100 consultas por dia nos ambulatórios. O pronto-socorro atende diariamente de 400 a 500 pacientes. A categoria dos residentes está em greve desde a última quarta feira. No Estado de São Paulo, são 4.912 médicos que cumprem residência médica.

Manifestação

Para hoje, está marcada, às 13h, uma manifestação na Assembléia Legislativa. Eles vão pressionar os deputados estaduais para que incluam na previsão orçamentária de 2007 um volume de recursos que garanta o aumento previsto no valor da bolsa pago à categoria.

O aumento, de 30%, ainda não foi aprovado, mas consta de um projeto de lei enviado pelo governo federal à Câmara na última sexta-feira. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e o líder do governo na Casa, Arlingo Chinaglia (PT-SP), já manifestaram aos residentes a intenção de aprovar o projeto rapidamente.

Os residentes pedem reajuste na bolsa, que hoje é de R$ 1.470,00. A proposta de 30%, de acordo com Francisco Mogadouro da Cunha, diretor da Associação dos Médicos Residentes do Estado, deve ser aceita pelos grevistas em São Paulo, desde que não haja redução de vagas e que o reajuste esteja previsto no Orçamento do Estado.