Não é comum que uma banda se sinta mais confortável e popular tocando para platéias estrangeiras, mas, dada a recepção que o sexteto Cansei de Ser Sexy tem recebido no Reino Unido, é compreensível. A mídia local os descreve como “a coisa mais espantosa a sair do Brasil desde Ronaldinho Gaúcho’’, uma mistura de “Kraftwerk com Spice Girls’’ e “uma das dez bandas novas mais quentes do mundo”.
DJs badalados como Erol Alkan já incluíram o CSS em seus sets, a bíblia do indie pop “New Musical Express’’ os convidou para tocar em sua festa de dez anos, e o disco da banda está na lista de melhores do ano de revistas como a célebre “Uncut”. “No Brasil, somos underground. No exterior é muito mais fácil’’, disse a guitarrista Luiza Sá ao jornal britânico “The Independent”.
Se a facilidade vem das letras em inglês ou do som - um eletropop que passa longe de qualquer “brasilidade” para iniciados -, pouco importa. O fato é que o CSS já está em sua segunda turnê pelo Reino Unido e ficando cada vez mais popular.
O show de hoje, por exemplo - no Scala, em Londres -, está com ingressos esgotados. Além de tocar como atração principal em Southampton, Birmingham e em Londres de novo, em dezembro, o CSS ainda vai abrir os shows do Basement Jaxx na Wembley Arena. É claro que, para os fãs brasileiros, o sucesso no Exterior tem seu lado negativo.
No fotolog da banda (www.fotolog.com/ canseidesersexy), os pedidos de shows -até em lugares como Ceará e Pernambuco- são tantos que já mereceram uma resposta enfezada. A reportagem também não conseguiu falar com o grupo sobre a repercussão no exterior. “Nosso cronograma está totalmente lotado com a imprensa inglesa”, disse Eduardo Ramos, empresário da banda.