10 de julho de 2026
Nacional

Desabamento fere 16 em Carapicuíba

Por Carla Monique Bigatto | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O teto de alumínio de uma pastelaria desabou anteontem em Carapicuíba (Grande São Paulo) e feriu 16 pessoas - nenhuma sofreu lesões graves. O desmoronamento pode ter sido provocado por escavações em um imóvel vizinho, onde está sendo construído um estacionamento. Segundo a prefeitura, a estrutura do teto da pastelaria, sustentada por muros de alvenaria, foi construída de modo irregular.

O desabamento aconteceu às 14h15. Na pastelaria, no calçadão da avenida Rui Barbosa, no centro de Carapicuíba, havia cerca de 20 pessoas, entre funcionários e clientes.

Segundo peritos da Polícia Civil, a estrutura de metal pesa de 3 a 4 toneladas e desabou lentamente, o que permitiu que as vítimas conseguissem deixar o local antes de serem atingidas pelo teto. Os ferimentos foram provocados porque o forro de gesso também ruiu e caiu sobre as vítimas - algumas delas, crianças. Todas foram socorridas no hospital Sanatorinhos. Até as 18h de ontem, 13 já haviam sido medicadas e liberadas. A outras três permaneciam em observação, mas não corriam risco de morrer.

O dono da pastelaria, Raimundo Pereira da Silva, 49 anos, conta que a lanchonete funciona no local há pouco mais de oito meses, e nunca houve indícios de que a estrutura pudesse ceder. “Caiu por causa da obra aqui do lado, tenho certeza.”

Ele estava do lado de fora da pastelaria no momento do acidente. “Foi uma correria, mas o teto caiu devagar. Poderia ter sido bem pior”, avaliou Silva. O empresário dono do terreno onde está sendo construído o estacionamento, João Batista Costa, disse que arcará com os prejuízos. “Acredito que isso aconteceu porque o imóvel, como os outros dessa região, era muito antigo.”

Segundo ele, a escavadeira que pode ter provocado o desabamento cortava um barranco. O secretário de Planejamento Urbano de Carapicuíba, Airton Lopes Palitó, vistoriou a obra e declarou que a estrutura do teto foi construída de modo irregular.

“O teto estava apoiado em paredes de alvenaria, não havia uma viga sequer para sustentar a estrutura”, disse. Mas ele não soube informar se o local possui alvará de funcionamento. “Se há essa permissão, a responsabilidade é do engenheiro da prefeitura, que liberou o funcionamento.”

De acordo com Palitó, que também é engenheiro, a responsabilidade pela fiscalização de licenças é da secretaria de Finanças. Procurada pela reportagem, a pasta não soube informar se a situação da pastelaria era regular nem se a construção do estacionamento é legal. Às 17h10 de ontem, informou que já não era possível levantar as informações, devido ao fim do expediente.