Primeiro a maneira mais rápida de galgar posições e estufar a conta bancária, depois o resto. O resto é povo. Somos vítimas da psico-infantilidade desumana, dos desmandos daqueles que se consideraram com inteligência suficiente para exercer cargos públicos. Pessoas de sensibilidade zero, não são pró-povo porque amarrados por acordos pré-campanha e por defeitos de caráter. Um sistema corrupto beneficia e enriquece uns tantos incógnitos que permanecem num dos lados do “balcão de negócios sujos”, e outros tantos não tão incógnitos assim.
Os ratos insistem em ir atrás do queijo, em comer o queijo, e depois esquecem que comeram, para poder se empanturrar de mais queijo depois. Porque sempre haverá queijos. E as ratoeiras só os pegam pelo rabo. Os ratões acabam escapando, invariavelmente. Os sofismadores profissionais escarnecem da população, como se estivessem escudados por um poder intelectual que fosse inexpugnável à percepção popular de seus movimentos ensombreados. Desempenham seus papéis nas comédias e farsas com desembaraço festivo e certeza absoluta da impunidade.
Agem assim porque consideram o povo idiota. Quer dizer: somos descerebrados, indignos de respeito. Os colarinhos brancos são deveras prepotentes. E ainda os ameaçamos com celas geometricamente confortáveis, quando mereciam celas ovais. Cada qual com sua maneira de ovacioná-los. Ovos neles, não. Celas ovais.
Julio Diogo