San Francisco - O economista americano Milton Friedman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1976, morreu ontem aos 94 anos, na cidade de San Francisco, no Estado da Califórnia (costa oeste dos EUA).
Friedman morreu devido a um ataque cardíaco, após ser levado para um hospital próximo a sua casa, em San Francisco, disse, Janet Martell, filha do economista, segundo o “The Wall Street Journal”.
O economista ganhou o prêmio com seus trabalhos sobre o papel do dinheiro na inflação e o uso da política monetária, além de história e teoria monetária e por trabalhos sobre políticas de estabilização econômica. “A ênfase no papel do dinheiro deve ser vista à luz de como os economistas (...) têm, já por um longo tempo, ignorado quase totalmente o significado do dinheiro e da política monetária na análise dos ciclos de negócios e inflação”, segundo o comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia, da época em que Friedman ganhou o prêmio.
“O debate sobre as teorias de Friedman levaram a uma revisão das políticas monetárias perseguidas pelos bancos centrais - em primeiro lugar, nos EUA. É muito raro para um economista obter tamanha influência, direta e indiretamente, não só na pesquisa como na política”, diz o comunicado.
Friedman nasceu no dia 31 de julho de 1912, no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York. Seus pais vieram da cidade de Beregovo, na região da Transcarpácia, na Ucrânia. Obteve seu PhD na Universidade Columbia em 1946 e foi professor de economia na Universidade de Chicago entre 1946 e 1976. Desde 1977 era afiliado à Hoover Institution, na Universidade Stanford.