09 de julho de 2026
Geral

Comunidade Negra faz homenagem a 20 autores de trabalhos com excluídos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru entrega hoje o “Prêmio Luiza Mahin” para profissionais que se destacaram em diversas áreas. Serão homenageadas 20 pessoas da comunidade bauruense. De acordo com Duílio Duka de Souza, presidente do conselho, o prêmio não é exclusivo à comunidade negra. “Ele é dirigido a todos os que realizaram trabalhos de promoção da população excluída”, conta.

Em sua terceira edição, o prêmio tem como objetivo estimular as iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida da população carente de Bauru. “Escolhemos trabalhos que enfoquem não apenas os negros”, explica o dirigente. “Mas entre os excluídos, a maioria é negra”, observa Duka.

Serão homenageadas 20 pessoas. De acordo com o dirigente, os nomes foram apresentados por membros do conselho em agosto. “Queremos estimular as pessoas que estão trabalhando com essa causa e também incentivar novos projetos”, diz.

O “Prêmio Luiza Mahin” de 2006 será entregue hoje, às 20h30, no auditório do Centro Cultural e faz parte das comemorações do projeto “Novembro Negro”, sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20.

Os homenageados serão Messias Silveira da Costa, Luiz Henrique da Silva - o Lula, Tereza de Oliveira Delmindo, Luiz Antônio dos Santos - o Nenê, Maria Inácia dos Santos, Maria Odete dos Santos, Mafalda Sparapan, Luiz Antônio Barbosa da Silva, Jair Alves - o Jilão, Elisabeth Aparecida Pires, Jesus Adriano dos Santos, Rodrigo Maciel, Renata Lima Andriani Ribeiro, Isaias Ferreira Campos Filho - Zazá, Geraldo Martins Francisco, Rosa Maria Otuka Barbosa Pereira, Paulo Roberto Mamede, Maria Isabel Barbosa, Orlando Joaquim Baianinho de Oliveira e Ricardo Barreira.

• Serviço

“Prêmio Luiza Mahin” será entregue hoje, às 20h30, no auditório do Centro Cultural, na avenida Nações Unidas, 8-9.

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Luiza Mahin

Pertencente à etnia jeje, alguns afirmam que Luiza Mahin foi transportada para o Brasil como escrava. Outros se referem a ela como sendo natural da Bahia e tendo nascido livre por volta de 1812. Em 1830 deu à luz um filho, Luis Gama, que mais tarde se tornaria poeta e abolicionista.

Sua casa tornou-se quartel general das principais revoltas negras que ocorreram em Salvador em meados do século 19, dentre elas a chamada Grande Insurreição, de 1835.

Mahin conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também participou de diversas rebeliões contra a opressão aos negros.