São Paulo - Uma equipe do Corpo de Bombeiros localizou anteontem o corpo do colaborador do Ibama José Santos Cruz, o Pimenta, no rio Branco, em Caracaraí (172 quilômetros de Boa Vista), em Roraima. Ele foi morto na terça-feira em uma emboscada possivelmente formada por caçadores ilegais de tartarugas amazônicas. Outros dois funcionários do instituto ficaram feridos.
O grupo do Ibama - com cinco pessoas - foi surpreendido por outro barco com quatro homens - sendo um armado com uma espingarda de caça calibre 20 -, em uma curva, quando navegava pelo rio Água Boa do Univini, afluente do rio Branco. De acordo com o instituto, o analista ambiental e veterinário do Ibama Raimundo Pereira Cruz e o guia Josué Silva, que estavam na canoa, foram baleados e foram obrigados pelos criminosos a saltar na água.
Os supostos caçadores fugiram na lancha e levaram o corpo de Cruz, encontrado a cerca de 300 metros do local do crime. Viúvo, Cruz deixou seis filhos, segundo seu irmão Aldemir Santos Cruz, 27 anos. O irmão de Pimenta disse que a família irá pedir indenização ao Ibama na Justiça. “Vamos pedir indenização porque os filhos dele não podem ficar desamparados.” Quatro mergulhadores do Corpo de Bombeiros, dois aviões bimotores e um helicóptero cedidos pelo governo do Estado apoiaram o resgate às vítimas.
A equipe cuidava de um projeto de preservação de quelônios (tartarugas, cágados e jabutis) no período de reprodução. Desarmados, seus integrantes se deslocavam sem escolta por praias fluviais marcando covas de desova dos animais.