09 de julho de 2026
Geral

Mutirão de câncer de pele atende 700

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

O mutirão de câncer de pele promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, realizou ontem mais de 700 consultas no Instituto Lauro de Souza Lima.

Segundo o dermatologista responsável pela campanha, Jaizon Antônio Barreto, no ano passado a campanha também atendeu cerca de 700 pessoas. Desse total, aproximadamente 100 pessoas tinham a doença. Barreto lembra que é normal de 10% a 15% do total de pessoas atendidas apresentarem alguma das modalidades de câncer de pele.

Das cerca de 700 pessoas consultados ontem, 97 tinham algum câncer de pele, sendo quatro melanomas. Um caso de hanseníase também foi confirmado pelos atendentes.

“Dois terços dos atendidos confessaram que não usavam protetor solar, mesmo trabalhando todos os dias no sol”, comenta Barreto.

De acordo com ele, 80% dos casos de câncer de pele são do tipo carcinoma basecelular, causado pela exposição aos raios ultravioletas. “Carcinoma basocelular geralmente dá em áreas de face, mãos, regiões do antebraço e eventualmente no tronco. É o mais comum, ele não dá metástase, só que vai crescer, vai destruindo e ulcerando”, alerta.

No entanto, ele ressalta que os casos mais graves são os de melanomas, que normalmente correspondem a 5% a 10% dos casos. “Melanoma é o câncer mais maligno que existe. Ele dá metástase muito rapidamente e, se a pessoa não fizer a extração do tumor, o prognóstico vai se tornando cada vez mais reservado. O que nós tentamos priorizar mais é o melanoma, pois o diagnóstico tem que ser feito o mais rápido possível”, alerta.

O caminhoneiro Miguel Janduci das Neves, 55 anos, foi uma das pessoas que se consultaram com o dermatologista. Neves estava preocupado com o aparecimento de manchas no braço, devido à exposição constante ao sol, por conta de sua profissão. “No ano passado não deu para eu vir porque eu viajo. Como eu estava parado em casa hoje (ontem), aproveitei e vim fazer a consulta. Eu já estava meio preocupado mas o médico falou que, por enquanto, não tem problema nenhum. Eu fiquei mais tranqüilo”, disse o caminhoneiro, após receber o diagnóstico do médico, que recomendou uso de protetor solar.

A moradora do Jardim Redentor Djanira de Oliveira Pimentel Navarro, 45 anos, enfrentou a fila para ser atendida e disse que soube da campanha através da imprensa. Ela também ficou aliviada depois que Barreto descartou a possibilidade de uma verruga em seu couro cabeludo ser maligna. “Eu vim procurar (ajuda) para ser atendida mais rápido”, contou.

O atendimento aos pacientes que tiveram a doença diagnosticada não termina apenas com a consulta. “Se for diagnosticado a doença, nós já agendamos o paciente, confirmamos o diagnóstico por biópsia e fazemos a cirurgia ou encaminhamos, se houver necessidade, para radioterapia ou quimioterapia”, ressalta Barreto.

Apesar do mutirão ter acabado ontem, o dermatologista lembra que as pessoas podem agendar consultas nos postos de saúde municipais.