08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quero estar errado


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Quando eu penso no absurdo que o capitalismo predatório fez com o povo brasileiro, eu fico decepcionado. Veja alguns exemplos de como o povo é levado como gado para o consumismo desenfreado, principalmente após as privatizações.

Antes o telefone era para poucos, costumava ser de difícil acesso em adquiri-lo. Porém, o valor da conta mensal era baixa. Depois da privatização, o que aconteceu? Passaram um “mel” no povão e venderam milhões de celulares, mas atrás disso que adiantou, 70% dos mesmos são “pai de santo”, só recebem. Sem contar os traumas familiares entre pais e filhos, que deixaram de se alimentar melhor, ou comprar uma roupa nova para conseguir pagar a “bendita conta telefônica” fixa. Isso é uma vergonha para a telefonia nacional ou melhor multinacional. Ficamos nas mãos deles...

Depois vem a convocação do povo para economizar energia elétrica, que palhaçada que fizeram o povo passar. Mandaram-nos economizar, nos ameaçando com novos “apagões”. Desligamos freezer, microondas, lava-louças e tudo que era possível. Sabe o que nós ganhamos das empresas energéticas com tal economia? Um aumento absurdo no valor do kw. Se hoje nós gastamos o mesmo que gastávamos antes do apagão, pode ter certeza não sobra para comer. Ficamos novamente nas mãos deles. Entregamos o setor energético de mão beijada ao capital estrangeiro. E sabe quando o brasileiro vai ter de volta estas empresas? Nunca mais...

E para terminar, vou falar do nosso DAE de Bauru. Todos nós tínhamos medo da vinda da Sabesp. O que aconteceu com essa política de arrecadação predatória, principalmente contra os mais pobres e humildes cidadãos bauruenses? Hoje estamos pagando mais que as cidades onde quem presta o serviço é a Sabesp. Graças ao prefeito e os diretores desta autarquia.

Mas tenho certeza que se essa política continuar aumentando taxas, IPTU, e tantos outros tributos, na próxima eleição, em 2008, o povo vai responder nas urnas. Pois já foi tempo em que o povo aceitava tudo, como se Bauru fosse um curral político, onde meia dúzia mandava e desmandava. Aguardem, 2008 vem chegando e as eleições também.

Edson Anaia Martins