08 de julho de 2026
Geral

Portador deve se precaver

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

O sexo entre pessoas contaminadas com o vírus HIV não deve ser negligenciado. Mesmo que os dois tenham a doença, é indispensável o uso do preservativo. Caso contrário, corre-se o risco de uma “superinfecção”, segundo define o médico infectologista Fernando Monti.

Isso ocorre quando uma pessoa já infectada recebe novos vírus. Pode acontecer desses vírus serem mais resistentes do que aqueles que já estavam no organismo e que vinham sendo combatidos pelos medicamentos. Por se tratar de uma “espécie” que sofreu mutação genética, o vírus forasteiro não é afetado pelo tratamento e se espalha rapidamente pelo organismo.

Para controlá-lo, será preciso trocar os medicamentos até que o indivíduo tenha sua imunidade restabelecida. A cada vírus mutante que o paciente recebe, menos o tratamento faz efeito.

Uma vez diagnosticada a aids, o Ministério da Saúde é notificado e o paciente entra no sistema de controle logístico de medicamentos do governo federal. Caso seja necessário o uso de coquetel anti-retroviral, o paciente recebe os medicamentos gratuitamente. Em Bauru, o acompanhamento é feito pelo Centro de Referência em HIV/Aids.