É TETRA!
Não deu outra: os são-paulinos prepararam a festa há alguns dias e ontem comemoraram. Quase 70 mil pagantes no Morumbi viram o time comandado por Muricy Ramalho empatar e conquistar o tetra com méritos indiscutíveis. A vitória dava o título independentemente do resultado do vice-líder Internacional. Mas com o 1 a 1 diante do Atlético Paranaense, o campeão brasileiro de 2006 contou com uma mãozinha do Paraná Clube, que bateu o Colorado. Com a derrota do Inter em Curitiba, o Tricolor poderia até ter perdido para o Furacão. Empurrado pela sua entusiasta torcida, o São Paulo tentou pressionar logo no início, porém, um pouco nervoso, não conseguiu abrir a contagem no começo da partida. O adversário jogava fechado e só saía para o jogo na boa, usando os contra-golpes. O são-paulino mais perigoso era Leandro. E foi dos pés do atacante que saiu a primeira jogada com real perigo, quando ele cruzou para Mineiro emendar - mas longe da meta. Depois a partida ficou equilibrada. Fabão marcou e o São Paulo, mais tranquilo, passou a administrar a vantagem. O segundo tempo teve poucos lances de perigo, e com o passar do tempo, o grito de tetra aumentava ainda mais. Mas o Atlético-PR continuou focado no jogo e Christian empatou. O genro de Baroninho mandou um pombo sem asa. Empolgado, o Furacão quase virou. Mas o jogo ficou morno e os são-paulinos seguiam tranquilos, ainda porque o Inter perdia na Vila Capanema. Nossos cumprimentos a todos da Nação Tricolor.
COMPLICADO
O Palmeiras está brincando com a sorte no Campeonato Brasileiro. Sofreu ontem mais uma derrota e de virada, tomando o terceiro gol em cima da hora. Com o resultado negativo diante do limitado Juventude, em Caxias do Sul, o Alviverde ainda corre sérios riscos de rebaixamento. Ocupando o décimo-quinto lugar, com 43 pontos, o time de Jair Picerni agora torce como nunca pelo insucesso da Ponte Preta nas duas últimas rodadas.
SABOR DE DERROTA
Assim como o Palmeiras, o Santos jogou fora de casa e também tomou gol no finzinho. Com isso, ficou no 1 a 1 diante do Cruzeiro. O resultado foi ruim para o Peixe, que viu o Vasco encostar, ficando mais ameaçada a vaga na Taça Libertadores do próximo ano. O empate com sabor de derrota, apesar do jogo ter sido no Mineirão, deixou o Santos em quarto lugar, com 60 pontos, três a mais do que o Vasco. Já o time celeste, que considerou o resultado uma vitória, está em oitavo. Mas o empate foi justo nessa partida fraca tecnicamente.
CAINDO
Pelo menos dois paulistas devem disputar a Série B em 2007. A Ponte Preta, que jogou um péssimo futebol e perdeu para o já rebaixado Fortaleza no Ceará; e o São Caetano, que foi batido em casa pelo Vasco.
PORTUGUESINHA
Alô Portuguesinha: não esqueci do reencontro do próximo sábado, na Luso/Campo. Essa semana publicaremos matéria sobre a festa do melhor time infanfo-juvenil de todos os tempos em Bauru, depois do Baquinho.
SACOU MAL
Não existe time invencível em nenhum esporte. A derrota de ontem do Brasil para a França foi normal, mas o técnico Bernardinho disse que a seleção brasileira não pode mais errar se quiser buscar o bicampeonato no Mundial de Vôlei do Japão. É, perder faz parte, mas pelo que notei na transmissão do jogo, nossa seleção esteve apática e praticamente assistiu à virada francesa na madrugada de ontem. Agora, Giba e sua turma correm atrás do prejuízo e a vítima será a Austrália, amanhã.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 1997: Corinthians 0 x 3 Botafogo, em Campo Grande, gols de Aílton, Róbson e Dimba. Árbitro: Getúlio Barbosa de Souza. Público pagante: 5.450. Corinthians: Maurício, Rodrigo, Célio Silva, Antônio Carlos e Wilson Mineiro; Gilmar Fubá, Rincón, Edílson e Neto (Henrique); Mirandinha e Tiba (Romeu). Técnico: Candinho. Botafogo: Alex; França, Jorge Luiz, Marcelo Augusto e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair (Bentinho) e Aílton; Tico Mineiro (Róbson) e Sinval (Dimba). Técnico: Carlos Alberto Torres.
TIME IDEAL
Eu estava em dúvida: Luís Alberto, do Santos, ou Fabão, na zaga do meu time ideal de 2006. Acabei optando pelo são paulino, que além de ser bom defensor, faz gols. César na lateral-esquerda, porque o jogador do Corinthians melhorou ainda mais na sua passagem pela Inter de Milão. Marcelo, grande revelação do Fluminense, estava cotado, mas se transferiu para o Real Madrid, faltando cinco rodadas para o término do Campeonato Brasileiro. No meio-campo, escolhi três cobras criadas e um garoto, Christian, do Atlético-PR, apesar da grande fase de Souza (São Paulo). Mas entrou Souza, do Goiás, artilheiro do Brasileirão. Meu time dos melhores do campeonato: Rogério Ceni; Paulo Baier, Fabão, Fabiano Eller e César; Mineiro, Zé Roberto, Josué e Christian; Fernadão e Souza.