Há um consenso que mobiliza as delegacias seccionais de Botucatu, Jaú e Bauru: há necessidade de mais Centros de Detenção Provisória (CDP).
De acordo com o delegado seccional de Botucatu, Tadeu Campos de Castro, um dos motivos para sua microrregião não ter nenhuma cadeia desativada é a falta de um CDP ou Centro de Ressocialização (CR) em Botucatu. “Estamos brigando para ver se conseguimos construir um CDP. Quando há necessidade, nós mandamos para os CDPs da região”, comenta.
Segundo o delegado seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, não existe nenhum projeto de reforma de cadeias nas cidades da sua região. “Cadeia não é a intenção do governo do Estado”, reafirma Pinezi. Porém, existe a intenção de derrubar o “Cadeião” de Bauru. “Nós pretendemos fazer isso, mas está em fase de projeto: derrubar o cadeião e construir ali um complexo de unidades. Agora, reformar cadeias da região para colocar preso, não existe projeto em hipótese alguma”, completa o seccional de Bauru.
O delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho, também defende a necessidade da microrregião de Jaú ter um CDP para desafogar as cadeias públicas.
Questionado sobre a possibilidade de se diminuir o número de cadeias na Seccional de Jaú, Piccino é categórico: “Não tem como ficar sem a cadeia enquanto não tiver um Centro de Detenção Provisória”.
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Sem vaga
A Delegacia Seccional de Botucatu é responsável pela administração de seis cadeias em municípios da região. São elas: Botucatu, São Manuel, Conchas, Laranjal, Porangaba e Itatinga, sendo que a última é uma unidade feminina.
O delegado seccional de Botucatu, Tadeu Campos de Castro, explica que as cadeias da área da Seccional estão em ordem e não precisam de reformas, apesar de todas abrigarem presos acima de sua capacidade de lotação. A Cadeia Pública de Botucatu é a que mais está saturada atualmente. Com capacidade para 60 presos, está com cerca de 180 detentos.
A cadeia de São Manuel, segundo o delegado, está com 90 presos e tem capacidade para abrigar 50 pessoas. Já a cadeia de Conchas tem capacidade para 25 detentos mas abriga cerca de 60. A cadeia de Laranjal é a que tem menos vagas. Cerca de 30 presos estão reclusos no local de 12 vagas. Em Porangaba, a cadeia tem capacidade para 24 presos e está, atualmente, com 30 detentos. Por fim, a única Cadeia Pública Feminina da Seccional de Botucatu, em Itatinga, tem capacidade para abrigar 24 mulheres mas está com 70 detentas atualmente, segundo o delegado.